Sindicato revela que 40% dos bares do Centro do Rio fecharam durante a pandemia

Ludmilla de Lima
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Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo
Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo

Reduto de intelectuais no passado, a Casa Villarino, no Centro, foi palco de um divisor de águas na música brasileira. Foi lá, numa das mesas da antiga uisqueria, que Vinicius de Moraes e Tom Jobim selaram, em 1956, a histórica parceria, dando origem ao musical “Orfeu da Conceição” e a toda Bossa Nova. Vinicius era habitué do bar, onde inventou o “gabarito fosfórico”: um medidor de dose de uísque que se tornou famoso, feito com uma caixa de fósforos Beija-Flor (que não era nada pequena) colocada em pé ao lado do copo. Aberta desde 1953, a Villarino guarda parte da memória da vida carioca. Mas veio a pandemia, e ela perdeu o fôlego: a sua direção anunciou a suspensão do funcionamento da casa “por tempo indeterminado”.

Nesses tempos de coronavírus, havia dias em que o restaurante funcionava apenas com 20% de sua capacidade. No resto do Centro, a situação não é diferente: o Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio (SindRio) diz que os estabelecimentos da região são os que mais sofrem na cidade com a queda brusca no movimento. Enquanto a média de público em todo o Rio está entre 50% e 60% do que era visto anteriormente, no Centro a clientela gira em torno de 20%.