Sindicatos ameaçam paralisar trens por tempo indeterminado na França

Uma greve por tempo indeterminado pode afetar os trens na França "a partir de meados de fevereiro", em meio às férias escolares, se o governo não retirar sua polêmica reforma previdenciária, informaram dos sindicatos nesta terça-feira (24).

As organizações CGT Cheminots e SUD-Rail, que reúnem a maioria sindical na companhia ferroviária SNCF, convocaram uma greve de dois dias em 7 e 8 de fevereiro e ameaçaram prorrogar a paralisação a cada 24 horas a partir de meados do próximo mês.

Seu objetivo é que o governo do presidente liberal Emmanuel Macron retire seu projeto de lei para adiar a idade de aposentadoria de 62 para 64 até 2030 e acelerar o aumento do período de contribuição - de 42 para 43 anos até 2027 - necessário para se receber a aposentadoria integral.

A convocação se insere em um contexto de mobilização geral. Os oito principais sindicatos, contrários à reforma, voltaram a convocar greve para 31 de janeiro, depois de um primeiro protesto na última quinta-feira que levou mais de um milhão de pessoas às ruas.

Nesse dia, o tráfego da SNCF foi bastante afetado: um trem de alta velocidade em cada três ou cinco, dependendo das linhas, conseguiu circular naquele dia, enquanto na rede ferroviária regional foi apenas um em cada 10.

Os novos dias de greve ocorreriam em plenas férias escolares de inverno, que duram duas semanas, entre 4 de fevereiro e 6 de março, dependendo da região. Na região de Paris, começam em 18 de fevereiro.

Os sindicatos buscam aumentar a pressão contra a reforma, aprovada pelo governo na segunda-feira, apesar da rejeição da opinião pública, antes de seu trâmite parlamentar, cujo primeiro grande debate acontecerá no dia 6 de fevereiro na Assembleia Nacional (Câmara baixa).

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