'Síndrome de Havana': CIA descarta participação russa em misteriosos casos de doença

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Possibilidade de ataque global a funcionários dos EUA foi descartada - Foto: Getty Images
Possibilidade de ataque global a funcionários dos EUA foi descartada - Foto: Getty Images
  • Relatório da CIA descartou plano de ataque global a funcionários dos EUA

  • Conclusão não foi bem recebida por entidades e trabalhadores

  • Síndrome de Havana tem assolado representantes norte-americanos pelo mundo

Um documento elaborado pela CIA concluiu que não há evidências de um ataque global contra funcionários dos Estados Unidos elaborado por um país estrangeiro, após inúmeros de relatos de sintomas que ficaram conhecidos como “síndrome de Havana”.

O relatório da CIA vai de encontro à suspeita de autoridades de que a Rússia estaria articulando um plano para causar essas misteriosas doenças em funcionários norte-americanos de inteligência, diplomáticos e militares espalhados pelo mundo.

“Avaliamos que é improvável que um ator estrangeiro, incluindo a Rússia, esteja conduzindo uma campanha mundial sustentada prejudicando o pessoal dos EUA com uma arma ou mecanismo”, disse ao Washington Post um funcionário da agência.

A conclusão da CIA, porém, não foi bem recebida por trabalhadores vítimas da síndrome e alguns órgãos. Eles garantiram que a investigação segue em curso e acusaram a agência de tentar encerrar o caso prematuramente.

“O relatório recém-emitido da CIA pode ser rotulado como 'interino' e pode deixar a porta aberta para alguma explicação alternativa em alguns casos, mas para dezenas de funcionários públicos dedicados, suas famílias e seus colegas, ele tem um toque de finalidade e repúdio”, disse o grupo Advocacia para Vítimas da Síndrome de Havana, em comunicado.

A síndrome de Havana

A síndrome de Havana foi diagnosticada pela primeira vez em 2016, quando funcionários dos Estados Unidos na embaixada de Havana relataram sintomas como tontura e dores de cabeça.

Desde então, os investigadores do governo norte-americano analisaram mais de mil casos de trabalhadores com “incidentes de saúde anômalos”. Aos sintomas, juntaram-se zumbidos baixos, pressão craniana e dores.

De acordo com o relatório, os casos foram diagnosticados em todos os continentes, menos na Antártida. Algumas dessas vítimas relataram que sentiram os sintomas por meses.

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