Síndrome do coração partido: estudo revela relação entre pandemia e aumento de casos

Agência Einstein
·2 minuto de leitura
Portrait of troubled black girl with negative feelings
Relação entre pandemia e a síndrome do coração partido. Foto: Getty Images

Por Tiago Varella, da Agência Einstein

A cardiomiopatia de Takotsubo pode parecer diferente, mas os sinais no corpo – mais especificamente no coração – são bem parecidos com os de um velho conhecido dos brasileiros: o infarto. A doença, também conhecida por síndrome do coração partido, é desencadeada quando uma pessoa passa por um estresse muito agudo.

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Agora durante a pandemia, muitos têm vivenciado momentos de tensão e experiências emocionais adversas, seja pelo isolamento social, medo da contaminação pelo novo coronavírus ou morte de um parente ou amigo. Parte do impacto desse cenário reflete exatamente no coração. É o que aponta uma pesquisa feita pela Cleveland Clinic, um conceituado centro médico acadêmico dos EUA. Segundo o estudo, o número de casos da síndrome do coração partido saltou de 1,7% para 7,8%.

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De acordo com Antonio Eduardo Pesaro, cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, “o organismo passa a produzir mais adrenalina em situações de tensão intensa, alterando o funcionamento do coração. Com o dano momentâneo no ventrículo esquerdo, o bombeamento de sangue para o resto do corpo fica comprometido e o órgão sofre com o acúmulo de fluidos”.

Os sinais dessa síndrome podem fazer o paciente imaginar que está tendo um ataque cardíaco, já que vai sentir falta de ar, dor no peito e apresentar arritmia. Os sintomas são os mesmos de um infarto, mas temporários e dificilmente vão deixar algum tipo de sequela. É importante destacar que a menopausa pode aumentar o risco de as mulheres serem acometidas pela doença. Embora não haja uma explicação científica, a hipótese apontada é a de que, com a queda do hormônio feminino estrogênio, a camada interna dos vasos sanguíneos fica menos protegida.

O tratamento da síndrome do coração partido é feito com uso de medicamentos para normalizar o funcionamento do coração e auxiliar que o órgão retome os batimentos normais. “O uso de diuréticos para reduzir o acúmulo de líquidos no corpo e técnicas para minimizar o estresse podem ajudar na recuperação”, complementa Pesaro.

(Fonte: Agência Einstein)

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