'Me sinto enojada': funcionários relatam demissão em massa do Twitter sem aviso prévio

A sexta-feira começou amarga para cerca de 7.500 funcionários do Twitter em todo o mundo, inclusive no Brasil. Depois de meses de negociação, que chegaram a ser suspensas, uma das primeiras decisões do bilionário Elon Musk ao comprar a empresa foi um corte massivo da equipe. No Brasil, a estimativa é de 150 pessoas, segundo o Valor.

O clima se tornou pesado desde a quinta-feira, quando os empregados receberam um e-mail dizendo que haveria demissões e que eles receberiam notícias sobre o processo pela manhã de hoje. No entanto, sem muitos — ou nenhum detalhe — os funcionários sequer conseguiram ligar seus computadores quando iniciariam sua rotina de trabalho.

De acordo com a agência Reuters, os gerentes foram proibidos de convocar reuniões ou se comunicar diretamente com a equipe.

Em relatos no próprio Twitter, muitos compartilharem o sentimento de tristeza e mágoa com a frieza com a qual foram desligados. Nos posts, muitas histórias com fotos do computador sem poder logar.

Um dos funcionários de Londres relata que não conseguiu acessar sua conta às 3h da manhã do horário local. Nos comentários, vários usuários repudiaram a forma de desligamento.

Até mesmo os Tweeps, como são chamados os funcionários do Twiteer se manifestaram, na rede onde trabalham, contra a demissão coletiva, a exemplo desta profissional desenvolvedora de software que diz: " Recebi o e-mail... ainda tenho um emprego. Mas fiquei acordada ontem à noite vendo pessoas trabalhadoras, talentosas e atenciosas serem desconectadas uma a uma e não sei o que dizer. Não fui demitida, mas me sinto enojada".