Sirene não tocou porque foi engolida pela lama, diz presidente da Vale

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, comprometeu-se a acelerar os acordos indenizatórios extrajudiciais (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente da mineradora Vale, Fábio Schvartsman, afirmou que as sirenes que deveriam alertar sobre o rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), não soaram porque foram engolidas pelo lamaçal.

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“É uma coisa trágica, pelo que histórico de rompimento demonstra. Aqui aconteceu um fato que não é muito usual: a sirene que iria tocar foi engolfada pela queda da barragem antes que ela pudesse tocar”, destacou o presidente da Vale em coletiva após reunião, realizada nesta quinta-feira (31), com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e autoridades do MPF (Ministério Público Federal).

Schvartsman comprometeu-se a acelerar os acordos extrajudiciais para as famílias de mortos e desaparecidos. A iniciativa ocorreu seis dias depois do rompimento da barragem. No último balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, foram 110 mortes confirmadas e 238 pessoas que seguiam desaparecidas.

“Nossa intenção foi revelar o propósito de acelerar ao máximo o processo de indenização e atendimento às consequências do desastre. Para tanto, estamos preparados para abdicar de ações judiciais, e estamos preparados porque queremos fazer acordos extrajudiciais”, afirmou Fábio Schvartsman, acrescentando que pretende iniciar os pagamentos.

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Segundo o executivo, as negociações são conduzidas pelas autoridades de Minas Gerais para que a Vale “comece imediatamente a fazer frente a esses processos indenizatórios”. De acordo com Schvartsman, não há valores definidos nem prazos estabelecidos. Ele informou que, tão logo sejam assinados os acordos, serão feitos os repasses.

“A primeira atenção é às vítimas, às famílias. Todo o resto é importante, ninguém tira a importância, todo o resto será cuidado”, afirmou Schvartsman, após a reunião, da qual participaram também a procuradora-federal do Direito do Cidadão, Débora Duprat, e Antonio de Cunha, da 6ª Câmara Indígena, e a, secretária de Direitos Humanos do Conselho Nacional do Ministério Público, Ivana Farina.

A reunião foi realizada a pedido da direção da Vale.