Sistema Cantareira atinge volume operacional abaixo dos 30% e passa a operar em faixa de restrição

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 10.06.2021 - Represa do Cachoeira, no município de Piracaia, que faz parte do sistema Cantareira. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 10.06.2021 - Represa do Cachoeira, no município de Piracaia, que faz parte do sistema Cantareira. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Desde o início de novembro o sistema Cantareira começou a operar na faixa de restrição. Isso significa que, ao fechar o mês de outubro abaixo dos 30% do volume operacional, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) se vê obrigada a retirar menos água do reservatório. Se operando no sistema normal a companhia pode retirar 33m³/s de água do manancial, agora terá que trabalhar com 23m³/s para abastecer a egião metropolitana de São Paulo.

No dia 31 de outubro, o sistema Cantareira encerrou o mês operando em 28,1%. Na prática, contudo, segundo a empresa, o abastecimento não deve ser prejudicado e a situação não deve ser sentida pelas pessoas. Em nota, a companhia explica que já retira do sistema 23 m³/s (limite máximo autorizado na faixa de restrição) desde novembro de 2020.

Ainda de acordo com a instituição, isso só é possível graças à integração com os outros seis sistemas que abastecem a região metropolitana, conhecido como sistema integrado. Este sistema é composto por outros seis mananciais além do Cantareira, que são: Alto Tietê, Cotia, Guarapiranga, Rio Claro, Rio Grande e São Lourenço. Ainda de acordo com a Sabesp as chuvas em outubro contribuíram para que o volume operacional de abastecimento na região permanecesse estável. "Em outubro, o nível do sistema integrado apresentou estabilidade: 38% em no dia 1º e 38,6% no dia 31", explica.

Apenas na cidade de São Paulo, segundo boletim divulgado pelo Inmet, o mês de outubro registrou um acumulado de 156,6 mm. O valor é 30,0 mm a mais que o da referência para o mês (126,6 mm).

A Sabesp trabalha com uma projeção otimista e aponta níveis satisfatórios dos reservatórios com as "perspectivas de chuvas do final da primavera e início do verão, quando a situação será reavaliada".

Quem regulamenta o quanto é possível ser retirado do sistema é a ANA (Agência Nacional de Águas), responsável por preparar a outorga emitida em 2017 para companhia. No contrato, foi considerado que fossem respeitadas algumas condições do reservatório. Com isso, criou-se algumas faixas de operação conhecidas como normal, atenção, alerta, restrição e especial.

Em cada uma delas leva-se em consideração o nível em que o reservatório se encontra. Quando o sistema atinge a faixa de restrição significa que seu volume operacional está entre 20% e 29,9%, ou seja, ele está operando abaixo dos 30%. Nesta faixa, a Sabesp está autorizada a retirar do manancial 23m³/s.

O Cantareira abastece aproximadamente 46% da população da região metropolitana ou seja, cerca de 7,2 milhões de pessoas. O sistema é formado por cinco reservatórios (Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro), que se conectam por túneis subterrâneos e canais.

Apesar de afirmar que o abastecimento não será prejudicado, a Sabesp diz que vem realizando nos últimos anos algumas ações para dar mais segurança hídrica e destaca para a Interligação Jaguari-Atibainha (que traz água da bacia do rio Paraíba do Sul para o Cantareira), além do novo Sistema São Lourenço.

Ainda segundo a empresa, "visando à segurança hídrica e à preservação dos mananciais em momentos como o atual, um conjunto de medidas vem sendo adotado: integração do sistema (com transferências de água rotineiras entre regiões), ampliação da infraestrutura, gestão da pressão noturna para maior redução de perdas na rede e campanhas para o consumo consciente".

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