Sistema penitenciário do Amapá enfrenta surto de influenza: 'Cenário de guerra'

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RIO - Um surto de casos de influenza e a permanência da Covid-19 no 'cadeião', como é conhecida a principal prisão do Amapá, localizada na capital e administrada pelo Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), levou a um "cenário de guerra", segundo Antônio Mesquita Machado, presidente do Sindicato dos Policiais Penais do estado. De acordo com ele, nos últimos três dias 80 detentos tiveram de ser levados a Unidades Básicas de Saúde (UBS) para receberem atendimento. Dois presos morreram neste final de semana, após terem sido levados ao Hospital de Emergências de Macapá.

— Esse problema vem desde a pandemia de Covid. Foi uma tragédia anunciada. Durante a pandemia informamos e solicitamos ao Iapen e ao governo do estado que tomasse providencias para que isso não acontecesse. Esse surto veio numa velocidade muito grande — diz Mesquita Machado.

Dentro da prisão, os detentos em estado mais grave têm de ser transportados em carrinhos de mão por companheiros de cela, relata o policial penal. Segundo ele, as condições dentro da cadeia são insalubres:

— Temos celas que estão com 50 presos, mas deveriam ter apenas 8. Não é muito longe da realidade de outras prisões brasileiras.

Ainda de acordo com Machado, o governo do estado e o Iapen começaram a se movimentar para lidar com a situação tarde demais. Equipes de saúde estão sendo enviadas a penitenciaria para vacinar e testar os detentos. Aos familiares dos presos, foi permitido o envio de medicamentos para o tratamento das doenças.

A situação ainda pode se agravar, explica Machado, já que conforme os próprios policiais penais vão adoecendo ao se contaminarem com a doença, o efetivo dentro da prisão se vê diminuido e o apoio aos detentos prejudicado.

Procurado, o Iapen ainda não respondeu aos pedidos da reportagem.

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