Sistema tributário atual afugenta investidor, diz Firjan

Ramona Ordoñez
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Para Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, é preciso simplificar os impostos

RIO - As empresas brasileiras gastam, em média, duas mil horas por ano para pagar impostos, um custo elevado, o que afugenta investidores no país. Essa foi uma das ponderações apresentadas por empresários fluminenses ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante reunião virtual realizada na manhã desta segunda-feira.

Segundo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, os empresários falaram sobre a reforma tributária e suas preocupações em relação aos reflexos das mudanças em setores como o de exportações, e em produtos para a cesta básica.

O presidente da Firjan destacou anda que a maior preocupação dos empresários é em relação à complexidade do sistema tributário.

- A Firjan há anos defende a reforma tributária, muito menos em relação à preocupação com a carga, é claro todos nós queremos pagar menos impostos, mas sim pela complexidade, pois são duas mil horas por ano que se gasta para recolher os impostos. É uma tributação completamente arcaica no Brasil, e isso espanta investidor, e nós queremos atrair as indústrias - destacou Eduardo Eugênio.

Ao todo, 150 empresários participaram da reunião com o presidente da Câmara. Para Eduardo Eugênio, é fundamental manter o diálogo com o parlamento em busca de um consenso em benefício de toda sociedade. Segundo o executivo, foi uma reunião inicial com o Congresso que tratou de forma geral sobre a proposta do governo federal de unificar o PIS/Cofins em um único imposto, na Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

Além do tema reforma tributária, os empresários aproveitaram o encontro para expor a Rodrigo Maia as preocupações em relação à situação dos transportes no Rio de Janeiro - trens, barcas e metrô -que atravessa sérias dificuldades financeiras, ressaltou Eduardo Eugênio.

- Foi uma conversa inicial das indústrias de grande e pequeno porte também mostrando as suas preocupações. Se falou também sobre a mobilidade no Rio que é um negócio muito sério e que está atingindo o caixa do metrô, das barcas e dos trens. Isso para o Rio é uma tragédia - disse o presidente da Firjan.

Eduardo Eugênio afirmou ainda estar especialmente preocupado com essesmeios de transporte no estado pelas grandes dificuldades financeiras que estão atravessando durante a pandemia, e por isso o assunto foi também discutido com o deputado Rodrigo Maia.