Site anuncia venda de doses falsas da CoronaVac e Procon aciona a polícia

João Conrado Kneipp
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O site ofertava a venda de vacina contra o coronavírus por R$ 98 dez caixas com dez doses. (Foto: Reprodução/Procon-SP)
O site ofertava a venda de vacina contra o coronavírus por R$ 98 dez caixas com dez doses. (Foto: Reprodução/Procon-SP)

Um site foi denunciado à Polícia Civil de São Paulo por tentar aplicar um golpe ao anunciar a venda de doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

A falsa venda chegou ao Procon-SP, que visitou o endereço físico citado pela empresa, na avenida Juscelino Kubitschek, na zona sul de São Paulo, mas não encontrou nada no número citado. O site também não está mais no ar.

O órgão recebeu denúncias contra o site Farmácia 24 horas. O anúncio falso oferecia 10 caixas de doses da Coronavac por R$ 98, com entrega gratuita em todo o país.

“O Procon recebeu, pelas redes sociais, a denúncia de que o site estava realizando a venda de vacinas e constatou que o local não existe e que os dados eram falsos. O que esperar de um site que promete entregar pelo correio uma vacina que precisa ser armazenada com refrigeração?”, questionou o chefe de gabinete do Procon-SP, Guilherme Farid.

A vacina contra o coronavírus ainda não foi disponibilizada no SUS (Sistema Único de Saúde) e não chegou às clínicas particulares ou farmácias. A previsão do governo de João Doria (PSDB) é que a imunização no estado comece no próximo dia 25.

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Na quinta-feira (7), o governo de São Paulo declarou que a eficácia da CoronaVac contra o novo coronavírus é de 78% nos testes conduzidos no Brasil. No entanto, o início da vacinação depende que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) conceda autorização para uso emergencial da vacina.

O pedido foi protocolado na manhã desta sexta-feira (8) na agência, que agora terá um prazo de até 10 dias para analisar todos os documentos enviados pelo Butantan dos estudos da fase 3 dos testes da vacina no país.

Em virtude da proximidade do calendário de vacinação, o Procon-SP acredita que esta possa ter sido a primeira de uma série de tentativas. Por isso, está divulgando um vídeo com o caso.

O órgão notificou o Departamento de Proteção ao Consumidor, que é uma delegacia de polícia, para que uma investigação digital seja realizada.

O caso será encaminhado para a Divisão de Crimes contra o Consumidor da Polícia Civil. Para denunciar, basta marcar o Procon nas redes sociais Instagram e Facebook (@proconsp) ou Twitter (@proconspoficial), ou entrar em contato com o órgão através do site www.procon.sp.gov.br