Site bolsonaro.com.br, hoje com ofensas ao presidente, apoiou Ciro em 2002

Bolsonaro durante debate na Band (Foto: Reprodução/TV Bandeirantes)
Bolsonaro durante debate na Band (Foto: Reprodução/TV Bandeirantes)

Em 2002, Ciro Gomes (PDT) era um dos candidatos que disputava a Presidência no ano em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito pela primeira vez para governar o país. Naquela época, um site utilizado pelo então candidato a deputado federal Jair Bolsonaro (PL) era utilizado para apresentar propostas e também apoiar o atualmente pedetista na disputa pelo Palácio do Planalto.

No início dessa semana, o domínio bolsonaro.com.br chamou a atenção ao ser reformulado e transformado numa galeria de textos e ilustrações que criticam o governante brasileiro. As imagens associam Bolsonaro, dentre outras coisas, ao nazismo de Adolf Hittler e identificam o mandatário como uma “ameaça ao Brasil”.

Contudo, há 20 anos, a plataforma já pertencia e era utilizada por Bolsonaro. Segundo informações do portal UOL, que capturou um registro antigo do site pelo WayBack Machine, o político fazia campanha em prol de si mesmo e do filho Flávio Bolsonaro, que concorria a uma vaga para deputado estadual no Rio de Janeiro.

Em destaque, aparecia o apoio a Ciro Gomes, que naquela época se candidatava à Presidência pelo PPS, atual Cidadania.

Além de Ciro, concorriam ao Executivo nacional nomes como Anthony Garotinho, José Serra, Rui Costa e Zé Maria e Lula, eleito pela primeira vez naquele ano.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Na época, o espaço era utilizado para levantar a principal bandeira de campanha de Bolsonaro: o apoio aos militares. Ele buscava divulgar candidaturas de colegas das Forças Armadas pelo país e dizia ser contra uma proposta da época que tratava sobre a previdência dos militares e servidores públicos.

“É importante que criemos um espírito de unidade e procuremos fazer contatos com outros companheiros nos diversos Estados conscientizando-os da necessidade de engajamento nessa luta política”, dizia Bolsonaro.

Nesta quinta-feira (1º), o site bolsonaro.com.br saiu do ar, após ter viralizado com conteúdos críticos ao atual presidente. Na quarta, a equipe jurídica do presidente já havia localizado o atual responsável pela plataforma, um empresário de Curitiba, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, mandou a Polícia Federal abrir uma investigação sobre o site.