EUA querem mudar "cultura de clube" do Conselho de Segurança da ONU

Nova York, 29 mar (EFE).- A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, qualificou nesta quarta-feira o Conselho de Segurança das Nações Unidas como um "clube" e se comprometeu a "mudar a cultura" que domina suas decisões.

Em uma exposição organizada pelo Conselho de Relações Exteriores (CFR, sigla em inglês) que foi seguida por um debate, Haley delineou a agenda dos EUA para a ONU, os principais desafios que existem e a revisão que quer fazer de suas operações de paz.

"O Conselho de Segurança é basicamente um clube, e os clubes têm regras e uma cultura", afirmou Haley, ex-governadora da Carolina do Sul e que comparou o principal órgão de decisões da ONU com o poder legislativo desse estado.

Haley lembrou que, quando era governadora, suas tentativas de "desafiar as regras do clube" não a fizeram popular. "Mas era necessário então, e é necessário agora", insistiu a embaixadora, comparando sua gestão na Carolina do Sul com seu papel na ONU.

Além disso, Haley opinou que é necessário que a defesa dos direitos humanos se transforme no "coração da ONU" e destacou que este deve ser um tema do qual o Conselho de Segurança deve se encarregar.

Este órgão de decisões da ONU se concentra na manutenção da paz e segurança, mas Haley disse que as violações dos direitos humanos costumam derivar em conflitos que colocam em risco a segurança das nações.

Os Estados Unidos, que contribuem com cerca de 29% do orçamento das operações de paz da ONU, quer uma "completa" revisão das distintas missões distribuídas por todo o mundo, afirmou Haley.

Para a embaixadora americana, o governo de Donald Trump não quer que as operações de paz gerem menos despesas, mas que sejam geridas "de forma mais inteligente" e seus responsáveis possam responder por suas ações. EFE