Situação da Covid-19 na região de Paris é muito preocupante, diz ministro

Geert De Clercq e Benoit Van Overstraeten
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UTI em hospital perto de Paris

Por Geert De Clercq e Benoit Van Overstraeten

PARIS (Reuters) - A situação da Covid-19 na grande Paris é "especialmente preocupante", e o governo adotará medidas restritivas adicionais ali se a pandemia continuar no ritmo atual, disse o ministro da Saúde da França nesta quinta-feira.

Embora as infecções novas não estejam crescendo exponencialmente, a quantidade de pessoas em unidades de tratamento intensivo atingiu uma nova alta nacional de 3,5 meses e ficou perto de 4.000 no momento em que o país enfrenta variantes mais perigosas.

"Neste momento, podemos dizer que as variantes são mais contagiosas, e agora elas representam mais de dois terços das infecções na França", afirmou Olivier Verán.

Ele disse que um novo paciente é internado em uma UTI na grande Paris a cada 12 minutos.

A França impôs lockdowns locais de final de semana, além de um toque de recolher nacional às 18h, em partes do norte e do sul, mas até agora o governo resistiu a aplicar tais medidas à grande Paris.

Na região parisiense, o número de pessoas em UTIs está próximo de 1.100 no momento e pode chegar a 1.500 até o final de março se a tendência atual se mantiver, disse Verán, acrescentando que este nível seria "crítico" para o sistema hospitalar da área.

"Adotaremos todas as medidas necessárias se a disseminação da pandemia se mantiver no ritmo atual", explicou.

A França espera que sua campanha de vacinação lhe permita evitar novas medidas restritivas. Reagindo à suspensão da vacina da AstraZeneca em alguns países europeus, Verán disse que o seu não vê motivo para seguir o exemplo.

Depois do final da entrevista coletiva do Ministério da Saúde, uma autoridade anunciou que o ministro das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, se isolará por ter tido contato com um familiar que teve um exame positivo.

O número de casos franceses aumentou 27.166 nesta quinta-feira e chegou a 3,99 milhões, o sexto maior do mundo – na quarta-feira foram 30.303, e uma semana atrás, 25.279.