Situação no DF está controlada, diz secretário do Ministério da Justiça

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.01.2023 - Golpistas invadem o salão principal do Palácio do Planalto, em Brasília, e entram em confronto com tropa de choque. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.01.2023 - Golpistas invadem o salão principal do Palácio do Planalto, em Brasília, e entram em confronto com tropa de choque. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após um domingo (08) de terror, a invasão aos Três Poderes em Brasília chegou ao fim na madrugada de segunda (09). Às 2h14, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Capelli, anunciou em redes sociais que a situação foi controlada.

"A situação no DF está controlada. Daqui a poucas horas, reiniciaremos as operações. Tudo será devidamente apurado. Os criminosos continuarão sendo identificados e punidos".

Em meio aos atos de vandalismo que tomaram conta da Praça dos Três Poderes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção federal na área de segurança do Distrito Federal até o fim de janeiro.

Ricardo Capelli foi designado pelo presidente da República para comandar a intervenção.

Além do trabalho de recuperação das áreas destruídas, as autoridades vão concentrar esforços na busca aos responsáveis pelos atos terroristas.

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protagonizaram atos de selvageria invadindo sedes do governo, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Congresso Nacional. Destruíram espaços físicos, mobiliário e obras de arte icônicas da cultura nacional.

Fora de Brasília, manifestantes extremistas bloquearam rodovias em Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Também mobilizaram grupos para promover interdições em refinarias, com o intuito de interromper o fornecimento de combustíveis no país. Até a madrugada desta segunda-feira (9) os radicais anunciavam, em redes sociais, manifestações diante das refinarias de Duque de Caxias-RJ, Paulínia, no interior de São Paulo, e da Revap, no Vale do Paraíba, também em São Paulo; da Repar, no Paraná; e da Refap, no Rio Grande do Sul.