“Situação do Brasil na pandemia é até confortável”, diz líder do governo após 2.800 mortes em 24h

Redação Notícias
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Brazilian Minister of Health Ricardo Barros speaks during the World Hepatitis Summit 2017, in Sao Paulo, Brazil on November 01, 2017. / AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL        (Photo credit should read MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)
Brazilian Minister of Health Ricardo Barros speaks during the World Hepatitis Summit 2017, in Sao Paulo, Brazil on November 01, 2017. / AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL (Photo credit should read MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)

Nesta quarta-feira (17), o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que a “situação do Brasil na pandemia é até confortável”, apesar de o país ter batido mais um recorde ontem, ao registrar 2.798 mortes por covid-19 em 24 horas.

“Nosso sistema de saúde responde, está melhor no tratamento de pessoas do que a maioria de países de primeiro mundo”, disse, em entrevista à Globonews.

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"Olhe bem a estatística, mortes por milhão, ou seja, o cuidado do sistema de saúde com as pessoas. Reino Unido, 1853 [mortes por milhão], em 4º lugar. Estados Unidos 1.609 por milhão, em 11º. Brasil, 1.300 mortes por milhão, em 22º lugar", afirmou Barros.

Ex-ministro da Saúde no governo Michel Temer, o deputado “comemorou” também a imunização no Brasil. “Brasil é o quinto no mundo em número de vacinados, embora tenha começado mais tarde”, disse. "Então, a nossa situação, ela não é tão crítica assim, comparada a outros países, é uma situação é até confortável", acrescentou.

De acordo com um levantamento ligado à Universidade de Oxford, atualmente, o Brasil ocupa a 11º posição em número absoluto de vacinados e o 89º se levado em consideração percentual da população que já foi vacinada.

Até o momento, 4,91% da população brasileira tomou a primeira dose da vacina e 1,79% está imunizada com duas doses. Quanto ao número de mortes por milhão, o país ocupa a 23ª posição com 1.327,28 mortes/milhão.

Na entrevista, ele ainda voltou a insistir que a responsabilidade pela crise na pandemia é de estados e municípios, ao comentar resultado da pesquisa Datafolha que mostrou que 54% da população avaliam como ruim ou péssima a atuação presidencial na crise sanitária.

Além disso, Barros criticou a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que, no início da pandemia, recomendou que pacientes com sintomas de covid só procurassem unidades de saúde após agravamento da doença.

O líder do governo falou ainda sobre o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que já foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro como o sucessor do atual ministro, Eduardo Pazuello. Queiroga e Pazuello já iniciaram uma transição no comando da pasta. Na avaliação de Barros, a prioridade deve ser a aceleração da vacinação e o adiantamento da entrega de doses já contratadas.

"Tenho a absoluta convicção que ele cumprirá sua missão, senão não teria assumido o ministério. Ele sabe o que deve ser feito e tem o comando do governo central, mas sabe que a tarefa é acelerar a vacinação, negociar adiantamento da entrega de doses e trazer novos fornecedores. E com isso nós podemos avançar", afirmou o deputado.