Skaf diz que foi incluído de forma “fraudulenta” em carta pró-democracia

O ex-presidente da FIESP, Paulo Skaf durante reunião na sede do órgão, em em São Paulo, no dia 03 de fevereiro de 2020. (Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP)
O ex-presidente da FIESP, Paulo Skaf durante reunião na sede do órgão, em em São Paulo, no dia 03 de fevereiro de 2020. (Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP)

O empresário e ex-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Paulo Skaf denunciou ter sido incluído de forma fraudulenta como signatário da carta em defesa da democracia.

Skaf disse à CNN que foi informado do caso na sexta-feira (12) e que seus advogados entraram em contato com a organização do movimento para que seu nome fosse retirado do documento, o que acabou ocorrendo.

Em nota, a Faculdade de Direito da USP afirmou que os dados utilizados para o cadastro de Skaf estavam certos e que a única assinatura da carta realizada pelo número de IP do computador foi a do empresário.

De acordo com os organizadores da carta, eles irão denunciar o ocorrido formalmente à polícia.

Para a reportagem da CNN, Skaf fez questão de dizer que não assinou nenhum manifesto em defesa da democracia, nem mesmo o da própria Fiesp, divulgado na sexta-feira passada (5). Procurada, a Fiesp declarou que o documento da federação foi assinado por entidades empresariais e entidades civis.

Carta ao brasileiros e brasileiras

A carta pró democracia foi redigida por ex-alunos da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) e apesar de não citar o nome do presidente Bolsonaro (PL), foi uma resposta aos ataques que ele tem feito ao processo eleitoral, com insinuações golpistas. O documento, que teve mais de um milhão de assinaturas, foi lido na quinta-feira (11) durante evento no Salão Nobre da faculdade, localizado no Largo São Francisco, centro de São Paulo. O evento reuniu milhares de pessoas, de autoridades a empresários, de estudantes a representantes de movimentos populares, de artistas a ex-atletas.