Só em 2022, ao menos 4 crianças foram baleadas no Grande Rio; uma morreu

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Mulher levanta uniforme ensanguentado de criança em protesto no Rio contra a violência policial e o racismo. Foto: Andre Borges/NurPhoto via Getty Images.
Mulher levanta uniforme ensanguentado de criança em protesto no Rio contra a violência policial e o racismo. Foto: Andre Borges/NurPhoto via Getty Images.
  • Nesta quarta, uma menina foi baleada na saída da escola

  • Todas as crianças foram vítimas de bala perdida

  • Levantamento é do Fogo Cruzado

A menina Alice Rocha, a menina de 4 anos, foi baleada na cabeça, na tarde desta quarta-feira (1º), na saída da escola quando comprava pipoca com a mãe. A criança foi atingida durante um confronto entre policiais e criminosos, na Rua André Rocha, na Taquara, Zona Oeste do Rio (RJ).

Este não é, no entanto, um caso isolado. Segundo um levantamento realizado pelo instituto Fogo Cruzado - que realiza monitoramento de tiroteios e violência armada -, ao menos quatro crianças foram atingidas por tiros na Grande Rio de Janeiro este ano. Destas, uma morreu, e todas foram vítimas de balas perdidas.

A situação não melhora no restante do estado do Rio. Sob a gestão do governador Cláudio Castro (PL), que começou em 2020 após o impeachment de Wilson Witzel, a Polícia Militar do Rio já feriu pelo menos 33 menores, entre crianças e adolescentes; destes, 15 foram mortos a tiros. Após três meses à frente oficialmente do estado do Rio, especialistas e dados já mostravam que Castro é ainda mais letal que Wilson Witzel.

"A morte de crianças e adolescentes não é pauta importante para este governo, mas não é exclusividade dele e nem só do governo estadual. É preciso ampliar as responsabilidades, especialmente quando envolvem agentes públicos de segurança", defende Cecilia Olliveira, diretora do Instituto Fogo Cruzado.

Segundo dados do Instituto, foram 11 adolescentes e 4 crianças assassinadas desde agosto de 2020; outras 4 crianças e mais 29 adolescentes foram feridos por forças de segurança no estado.

A pequena Alice, que segue internada em estado grave, vai entrar para as estatísticas. Ela foi atingida na cabeça durante uma ação policial da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), que foram verificar uma denúncia de extorsão. A garota foi levada ao hospital quando moradores conseguiram avisar os agentes que havia uma criança ferida.

A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o estado de Alice é gravíssimo. Na manhã desta quinta-feira (2), familiares revelaram que o quadro da garota, no entanto, é “estável, com os sinais vitais bons e não teve alteração” depois que ela passou por uma cirurgia.

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