"Só estão com a cabeça na reeleição", diz presidente do Novo sobre Bolsonaro e aliados

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O presidente nacional do partido Novo, Eduardo Ribeiro (Foto: Divulgação)
O presidente nacional do partido Novo, Eduardo Ribeiro (Foto: Divulgação)
  • O presidente nacional do partido Novo, Eduardo Ribeiro, falou sobre o cenário para 2022

  • A legenda lançou, na semana passada, a pré-candidatura à Presidência da República de Felipe D'Ávila

  • Ribeiro também comentou sobre o governo federal e fez críticas à Bolsonaro e seus aliados

No mês em que o partido Novo lançou a pré-candidatura de Felipe D'Ávila à Presidência da República, Eduardo Ribeiro, que está no comando nacional da legenda, conversou com o Yahoo! Notícias sobre o cenário para 2022 e não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro e aliados: "eles só estão com a cabeça na reeleição".

"Nós entendemos que foi um grande estelionato eleitoral. Eles só estão com a cabeça na reeleição. E o Bolsonaro encontrou um aliado que também só está com a cabeça na reeleição, que é o Arthur Lira (presidente da Câmara), que tem atropelado essas pautas que são eleitoreiras", avaliou ao comentar sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios.

O argumento do governo para defender a PEC dos Precatórios, criticada por diversos partidos e diferentes setores da sociedade, é que o texto vai viabilizar o novo programa social, o Auxílio Brasil. Na análise em primeiro turno na Câmara, todos os parlamentares do Novo votaram contra o texto assim como partidos de esquerda como PT e PSOL.

Eduardo Ribeiro destacou que acredita no candidato do Novo como uma terceira via para fugir da polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Posso garantir com certeza que o partido está unido e decidido na construção desse projeto. Nós precisamos estar na frente do Bolsonaro para irmos ao segundo turno e depois vencer o Lula. Esse é o diagnóstico da fotografia de hoje", resumiu.

Na entrevista, que é a quarta da série do Yahoo! Notícias com os dirigentes partidários sobre as eleições do ano que vem, Eduardo Ribeiro afirmou que a sigla não está mais alinhada ao governo federal. 

"As primeiras votações ao longo do primeiro ano, o Novo votou muito próximo ao governo. Já não é o caso agora", destacou ao lembrar, por exemplo, a aprovação da Reforma da Previdência, uma das pautas que integram o princípio liberal do partido. 

"A tese econômica já está vencida. Ela não foi implementada. O brasileiro foi enrolado ao longo desses três anos", concluiu. 

As eleições de 2022: partido Novo lança pré-candidatura de Felipe D'Ávila

No último dia 3, a legenda lançou a pré-candidatura do cientista político Felipe D'Ávila à Presidência da República. "Não vai ser uma campanha fácil. Vai ser uma campanha dura e violenta nas redes sociais", disse. "O Felipe vai enfrentar as duas maiores máquinas de difamação que esse país já viu", completou.

A oficialização do nome de D'Ávila ocorreu quase cinco meses depois de João Amoêdo, que concorreu no pleito de 2018, comunicar que havia decidido não ser mais candidato mesmo após ter aceitado o convite inicialmente. 

"João tem o respeito de todas as pessoas aqui dentro no partido Novo. Foi convidado para ser nosso candidato à Presidência, mas, por questões pessoais, optou por sair. Até insisti que ele continuasse, mas ele já tinha tomado a sua decisão. Mas entendemos que é importante o partido colocar outro nome", explicou Ribeiro.

Além do pleito presidencial, as eleições estaduais também movimentam os partidos e Ribeiro destacou o nome de Romeu Zema em Minas Gerais, único governador eleito pelo Novo em 2018.

Questionado se o alinhamento de Zema a Bolsonaro incomoda o partido, agora que a legenda é crítica ao governo, o presidente da sigla disse que tem uma outra visão sobre as demonstrações e declarações do governador de Minas sobre o presidente da República. "Eu faço uma avaliação diferente. Eu vejo o governador Romeu Zema como um governo diplomático".

Nos últimos meses, Zema e Amoêdo têm trocado farpas tendo como pano de fundo os diferentes posicionamentos de ambos sobre Bolsonaro.

O novo programa social do governo e o teto de gastos

O novo programa social do governo federal, o Auxílio Brasil, tem dominado os debates nas últimas semanas diante das várias resistências enfrentadas no Congresso para aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios.

Governistas afirmam que o texto é a única forma de viabilizar o programa. Mas a discussão enfrenta várias polêmicas que vão desde a crítica ao adiamento do pagamento das dívidas da União com pessoas físicas e jurídicas até o desrespeito ao teto de gastos. "Nós defendemos que não existe programa social sem responsabilidade fiscal", ressaltou Eduardo Ribeiro ao criticar a PEC.

Ao dizer que a principal pauta do Novo é a retomada econômica com controle da inflação e geração de emprego, o presidente da legenda afirmou que a PEC vai na contramão do que o brasileiro precisa.

"Arthur Lira, com o aval e o apoio do governo federal do Bolsonaro e do Paulo Guedes, tem tentado emplacar pautas que abrem espaço fiscal como a PEC dos Precatórios para gastar mais e aí, como consequência, infelizmente vai aumentar a inflação, o valor do dólar e prejudicar os mais pobres. É totalmente contrário daquilo que os brasileiros querem", detalhou.

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