Sob pressão de reajuste de servidores, falta dinheiro para obras contra enchentes e estradas

BRASÍLIA - Com orçamento apertado e sob pressão de reajuste de servidores, já falta dinheiro para obras contra enchentes e recuperação de estradas. Ministérios que prestam serviços diretamente ao cidadão, como Infraestrutura e Cidadania, intensificaram os pedidos por recursos à Casa Civil e ao Ministério da Economia, mas os recursos são escassos.

A situação é reflexo da forma como foi montado o Orçamento deste ano.

Ao mesmo tempo em que conseguiu liberar espaço no teto de gastos para bancar um Auxílio Brasil de R$ 400 (a um custo de R$ 89 bilhões) e montar uma vitrine eleitoral para o presidente Jair Bolsonaro, o governo não encontrou brecha para outras diversas ações dentro do Orçamento.

Além disso, o Congresso Nacional destinou R$ 16,5 bilhões a emendas de relator, que são gastos que privilegiam as bases eleitorais de parlamentares aliados ao governo federal, sem critérios técnicos para a alocação dos recursos.

O resultado dessa equação é que diversas áreas do governo estão com recursos escassos ainda no primeiro semestre do ano.

O governo ainda discute conceder um reajuste de 5% para os servidores públicos, com impacto de R$ 6,3 bilhões nas contas públicas neste ano. Como o espaço hoje é de R$ 1,7 bilhão, será preciso cortar essa diferença de outras áreas para fazer tudo encaixar no Orçamento.

Veja a situação dos ministérios e os serviços que estão sob risco por falta de dinheiro na reportagem exclusiva do GLOBO.

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