Sobe para 14 número de mortos por acidente de helicóptero no México

Vista aérea do helicóptero que caiu sobre uma caminhonete em Santiago Jamiltepec, estado de Oaxaca, México, em 17 de fevereiro de 2018

O número de mortos no acidente de um helicóptero oficial no México, ocorrido na sexta-feira depois de um forte terremoto, subiu para 14 neste domingo (18).

O helicóptero militar despencou na sexta-feira à noite a poucos metros de tocar terra no povoado de Santiago Jamiltepec, uma zona próxima ao epicentro do sismo de 7,2 graus que horas antes sacudiu vários pontos do centro e do sul do México.

O ministro do Interior, Alfonso Navarrete, o governador de Oaxaca, Alejandro Murat, e outros funcionários do governo viajavam a bordo da aeronave e sobreviveram ao acidente.

Segundo as autoridades, uma nuvem de poeira fez o piloto perder o controle do helicóptero, que despencou sobre uma caminhonete em um campo aberto, onde os residentes locais tinham feito um acampamento para passar a noite ante o medo de que alguma réplica derrubasse suas casas.

O governo informou que o número de mortos subiu de 13 para 14, incluindo um bebê de seis meses e uma menina de 10 anos. O acidente também deixou 15 feridos.

"Havia cerca de 20 pessoas acampando" para se proteger das réplicas sísmicas, mas quando chegou o helicóptero os moradores "se entusiasmaram e sua curiosidade os levou a correr em massa em direção à aeronave", disse à AFP um militar sob anonimato por não estar autorizado a falar sobre o assunto.

As pessoas "não acabaram de digerir o ocorrido e passamos de ser os bons aos maus", continuou o militar.

O ministro da Defesa, Salvador Cienfuegos, viajou a Santiago Jamiltepec para se reunir com as famílias das vítimas, e disse que a secretaria de Defesa "assume totalmente sua responsabilidade".

Prometeu além disso "estar pendente de todos" os habitantes do local. "Estamos tristes e consternados", acrescentou.

O terremoto causou danos relativamente menores, sem vítimas.

A intensidade do sismo causou pânico entre os habitantes do centro e sul do México, devido à lembrança de dois tremores registrados em setembro que deixaram 465 mortos.