Ucrânia anuncia fim das operações de busca após ataque russo em Dnipro, que deixou 45 mortos

Os serviços de resgate ucranianos anunciaram nesta terça-feira (17) o fim das operações de busca entre os escombros do prédio destruído por um bombardeio russo no sábado em Dnipro, que deixou pelo menos 45 mortos e 20 desaparecidos.

"Às 13h00 (08h00 em Brasília), as operações de busca e resgate no local do bombardeio de mísseis na cidade de Dnipro foram encerradas", disseram os serviços de resgate ucranianos no Telegram.

Morreram 45 pessoas no bombardeio, incluindo seis crianças, segundo o governador da região, Valentin Reznichenko.

Vinte pessoas continuam desaparecidas e cerca de 80 ficaram feridas, segundo os serviços de emergência.

O bombardeio contra um prédio residencial nesta cidade do leste ucraniano três dias atrás também deixou 79 feridos, incluindo 16 crianças. As autoridades ucranianas disseram que 20 pessoas ainda estão desaparecidas.

No sábado, um míssil atingiu um prédio residencial em Dnipro, devastando "mais de 200 apartamentos", segundo Kyrylo Tymoshenko, assessor da Presidência ucraniana.

O atentado, que segundo a presidência ucraniana destruiu mais de 200 apartamentos, é um dos mais mortais cometidos contra civis desde que a invasão russa da Ucrânia começou em 24 de fevereiro de 2022. O Kremlin nega qualquer envolvimento no ataque.

Em seu discurso diário, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, prometeu na segunda-feira que "todas as pessoas culpadas desse crime de guerra serão identificadas e levadas à Justiça".

O bombardeio em Dnipro levou à demissão de um assessor da Presidência ucraniana, cujas declarações sobre um possível erro das tropas ucranianas para explicar o ataque mortal causaram grande revolta na população.

"Um erro fundamental e, em seguida, a renúncia", escreveu Oleksiy Arestovych no Telegram para explicar sua saída.

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