Sobe para 8 o total de vítimas de deslizamento de geleira na Itália: 'poucas chances' de sobreviventes

AFP - PIERRE TEYSSOT

As equipes de resgate retomaram nesta segunda-feira (4) as buscas por possíveis sobreviventes após o deslizamento de parte da geleira Marmolada no norte da Itália. O rompimento na maior geleira dos Alpes italianos foi causado por uma onda de calor e provocou ao menos oito mortes.

Um balanço feito pelas equipes de resgate nesta tarde elevou para oito o número de mortos desta tragédia alpina. As equipes buscam ainda entre dez e quinze alpinistas que poderiam estar na região no momento do deslizamento, mas as chances de encontrar sobreviventes “são quase nulas”, de acordo com o jornal italiano Corriere della Sera.

A tragédia ocorreu um dia após o topo da geleira registrar seu recorde de temperatura, 10°C acima do anterior pico de temperatura. A Itália atravessa uma onda de calor neste início de verão que fragiliza as geleiras em suas montanhas.

Resgate com pouca esperança

Durante a noite de domingo para segunda, as equipes de resgate usaram drones com câmeras térmicas na esperança de encontrar sobreviventes arrastados pela avalanche de gelo e rochas.

Pela manhã, helicópteros foram acionados para sobrevoar a região, que segue instável. “É uma situação muito perigosa também para os socorristas”, afirmou o prefeito da cidade de Canazei, Giovanni Bernard.

Ao longo da segunda, as buscas tiveram de ser interrompidas diversas vezes por conta do mau tempo. Consideradas as condições, os socorristas afirmam que há poucas chances de encontrar sobreviventes neste momento.

No domingo, um casal de alpinistas foi resgatado com vida. O engenheiro Stefano Dal Moro e sua companheira israelense estavam sobre a geleira quando houve o deslizamento. “É um milagre que tenhamos sobrevivido”, disse a um jornalista do Corriere della Sera. “Ouvimos um barulho surdo e foi neste momento que um mar de gelo caiu. É inútil correr, a única coisa que você pode fazer é rezar”, declarou.

Prevenção contra crise climática

O primeiro-ministro Mario Draghi visitou a cidade de Canazei nesta segunda e participou de uma reunião de emergência sobre a situação.

"Estou aqui para ver com os meus próprios olhos o que aconteceu. Mas acima de tudo estou aqui para expressar a mais sincera e afetuosa solidariedade às famílias das vítimas e dos desaparecidos", afirmou.

O primeiro-ministro salientou que a tragédia nos alpes italianos está relacionada com a crise climática e afirmou que “devem ser tomadas medidas para que o que aconteceu na Marmolada não volte a acontecer na Itália".

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