Sobe para cinco o número de mortos no ataque ao Capitólio dos EUA

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Apoiadores de Trump entram em confronto com a polícia e as forças de segurança, enquanto invadem o Capitólio dos EUA em Washington, DC, em 6 de janeiro de 2021.

As bandeiras do Capitólio dos Estados Unidos foram içadas a meio mastro nesta sexta-feira (8) após a morte de um policial que elevou para cinco as vítimas fatais do ataque ao prédio por apoiadores do presidente Donald Trump.

O agente Brian Sicknick, de 42 anos, foi atingido na cabeça com um extintor de incêndio enquanto confrontava os invasores da sede do Congresso na quarta-feira.

Sicknick voltou ao seu escritório, onde entrou em colapso e foi levado para um hospital. Lá ele morreu na noite de quinta-feira, de acordo com uma nota da polícia do Capitólio.

O procurador-geral em exercício dos EUA, Jeffrey Rosen, anunciou nesta sexta a abertura de uma investigação sobre a morte do policial.

A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, ordenou que as bandeiras fossem hasteadas a meio mastro em sua homenagem.

"O sacrifício do oficial Sicknick nos lembra de nossas obrigações para com aqueles a quem servimos: proteger nosso país de todas as ameaças estrangeiras ou domésticas", disse ela em um comunicado.

Mais quatro pessoas, todas vinculadas aos protestos em apoio à alegação infundada de Trump de que a eleição presidencial foi roubada, também morreram em meio aos distúrbios no Congresso.

Uma veterana da Força Aérea e apoiadora fervorosa de Trump foi morta a tiros por um policial do Capitólio dentro do prédio e envolvida em uma bandeira do presidente cessante.

Os outros três simpatizantes de Trump morreram em áreas do complexo por "emergências médicas": um homem teve um ataque cardíaco, outro sofreu um derrame e uma mulher sucumbiu aos ferimentos após ser pisoteada pela multidão.

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