Sobem para 27 as mortes violentas na fronteira da Colômbia com a Venezuela

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O presidente da Colômbia, Ivan Duque, em pronunciamento após reunião do conselho de segurança, em 3 de janeiro de 2022 (AFP/-)

Vinte e sete civis e combatentes morreram em confrontos entre o ELN, a última guerrilha reconhecida na Colômbia, e dissidentes das Farc que se afastaram do acordo de paz, em uma região de fronteira com a Venezuela, segundo um novo balanço da Defensoria Pública divulgado nesta quinta-feira (6).

“As autoridades judiciais relatam 27 homicídios por conta do confronto entre o ELN e as dissidências das Farc. Os corpos estão nos necrotérios de Tame e Saravena”, municípios do nordeste do país, indicou a entidade colombiana no Twitter.

O Ministério Público confirmou o novo número de mortos nos primeiros dias do ano - que na terça-feira era de 23 - e afirmou ter identificado 20, incluindo dois menores, duas mulheres, quatro venezuelanos e quatro supostos dissidentes das Farc à margem do acordo de paz assinado com a extinta guerrilha em 2016.

Para o órgão investigador, "não houve combates", pois "as vítimas receberam tiros à queima-roupa, ao modo dos pistoleiros".

“Os responsáveis por esses homicídios são as estruturas armadas da Frente de Guerra Oriental do ELN, que cometem crimes” na fronteira com a Venezuela, disseram.

Governo e autoridades locais concordam com a versão da Defensoria, segundo a qual as pessoas teriam morrido em meio a confrontos entre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e uma facção de dissidentes das Farc que disputam o negócio do narcotráfico na fronteira.

A Colômbia, o maior produtor mundial de cocaína, culpa a Venezuela pelo novo pico de violência na região.

De acordo com o presidente conservador Iván Duque, grupos armados ilegais encontraram refúgio e proteção do outro lado da fronteira. Caracas nega as acusações.

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