Sobem para seis as mortes em naufrágio de migrantes entre Venezuela e Trinidad e Tobago

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Pescador se prepara para embarcar para participar da busca pelas vítimas de um naufrágio em Guiria, na Venezuela, em 18 de dezembro de 2020, após a morte de vários migrantes que tentavam atravessar para Trinidad e Tobago

As autoridades venezuelanas informaram nesta segunda-feira (26) quatro novas mortes no naufrágio recente de um barco com migrantes que seguia para Trinidad e Tobago, aumentando para seis o número de mortos do acidente há três dias.

“Até agora, infelizmente, temos seis mortos, quatro mulheres e dois homens”, disse a governadora do estado Delta Amacuro (nordeste), Lizeta Hernández, em nota à mídia local.

As autoridades "não pararam de fazer buscas" nas costas venezuelanas, disse Hernández, depois que um barco que partiu deste estado com destino a Trinidad, a cerca de 100 quilômetros de distância, naufragou na sexta-feira.

“Continuamos ativos até encontrar (...) os 10 cidadãos venezuelanos que ainda temos que resgatar (...), entre eles, provavelmente, três menores”, disse Hernández.

Hernández informou no sábado o resgate de outras sete pessoas.

As autoridades não especificaram o número total de pessoas que estavam a bordo do barco danificado.

Em um comunicado conjunto, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) disseram nesta segunda-feira que ficaram "profundamente chocados" com o naufrágio.

Delta Amacuro é uma região remota e empobrecida da Venezuela, com população majoritariamente indígena, de onde muitas pessoas realizam viagens clandestinas a Trinidad e Tobago devido à severa crise econômica que atravessa o país.

Muitos também partem do estado vizinho de Sucre, como o barco que partiu clandestinamente da vila de Güiria e naufragou em dezembro, deixando 29 mortos, segundo a versão oficial, que indica que o barco virou principalmente por causa de uma “sobrecarga".

Antes do naufrágio em Güiria, cem venezuelanos desapareceram entre 2018 e 2019, segundo dados da oposição.

O governo não divulgou dados a esse respeito. A ONU estima que mais de cinco milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2015, forçados pela grave crise, dos quais cerca de 25.000 escolheram Trinidad e Tobago como destino.

O país insular, de 1,3 milhão de habitantes, observa que facilitou o cadastramento de 16 mil venezuelanos.

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