Sobre o dia em que a CIA chegou no lava jato...antes da Lava Jato

 

 

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General Sérgio Etchegoyen Foto: José Cruz/Agência Brasilue

O posto Torre é administrado por Kátia Chater Nasr desde 17 de março de 2014, quando o seu irmão, Carlos Habib Chater, foi preso pela Lava Jato.

O posto Torre deu origem à Lava Jato.

 

Em 6 de maio de 2015, Carlos Habib Chater foi condenado a 4 anos e 9 meses de prisão, inicialmente em regime fechado.

 

 

 

Laudo da Polícia Federal indicou que o Posto da Torre, apontado pelos investigadores da Operação Lava Jato como uma espécie de “caixa eletrônico da propina” em Brasília, gerenciou contas que movimentaram pelo menos R$ 10,8 milhões entre 2007 e 2014. A perícia mostrou que o dinheiro transitou por 375 contas ainda sob investigação da PF.

 

A contabilidade do posto era sistematizada em um programa de computador chamado Money. Segundo o laudo assinado pelo perito Ricardo Penck Benazzi, o software pode ser usado para “controle paralelo de contabilidade de pequenas e médias empresas”.

 

“Devido a sua versatilidade, pode ser usado também com algumas restrições para controle paralelo de contabilidade de pequenas e médias empresas”, diz. O programa de computador foi citado por um dos sócios de Chater em depoimento prestado à Justiça Federal. Réu confesso, Ediel Viana da Silva admitiu ao juiz Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em Curitiba, que o posto era um local usado pelos políticos para receber dinheiro de propina. Apesar de o posto ser considerado um “caixa eletrônico” pela Polícia Federal, as operações eram feitas manualmente sem uso de equipamento eletrônico para saques.

 

“O dinheiro entrava no Money (sistema de contabilidade do Posto da Torre) como saída de devolução”, disse Viana à Justiça. Em seu depoimento, Viana confirmou também que o ex-deputado Pedro Corrêa, que foi presidente do PP, “levou valores” enviados pelo doleiro Alberto Youssef, nas vezes em que esteve no posto.

Agora quero conectar a história de Habib Chater com outra…

 

A coluna Radar, da Veja, noticiou o seguinte:

As lambanças do governo não param. A agenda de Sergio Etchegoyen entrega o encontro do ministro com um agente da… CIA!

No dia 9 de junho, Etchegoyen se encontrou com Duyane Norman, “traído” pelo governo: “Chefe do Posto da CIA em Brasília”.

Em seu Linkedin, Norman aparece apenas como “political officer” no Departamento de Estado Americano. Dada a descrição de seu posto na internet e a escassez de informações sobre Norman, é natural imaginar que ele gostaria de permanecer desconhecido. Afinal, é prerrogativa de função todo “espião” permanecer anônimo.

 

 

Em 2 de outubro de 2015,  O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito Siqueira,  teve o seu cargo extinto durante o anúncio da reforma ministerial pela presidente Dilma Rousseff.

 

Dilma não engolia Elito. Pela seguinte razão: foi por meio do Gabinete de Segurança Institucional que a CIA mandou um recado ao governo Dilma.

 

Acredite você: o recado é que muito antes da Lava Jato, e das Olimpíadas, o Gabinete de Segurança Institucional recebeu da Abin, sua subordinada, um relato da CIA: dava conta de que um suposto terrorista estava movimentando muito dinheiro na Tríplice Fronteira. A CIA suspeitava que seria  verba para um atentado terrorista aos jogos olímpicos.

 

A informação foi levada a Dilma numa reunião às 12h30. Ao aouvir o relato, Dilma repeliu a informação com asco. “Não quero coisas do Tio Sam por aqui”, expletou.

 

Pois bem: sabem que era o suspeito interceptado pela CIA? O doleiro Habib Chater.

 

 

Que mais tarde caiu nos grampos da Lava Jato…

 

“Se fosse com FHC, ele teria matado a informação no peito e a Lava Jato não teria nem acontecido”, disse a este blog um senador.