Sobrevivente da tragédia em Capitólio cria vaquinha para piloto comprar nova lancha

Firefighters of Minas Gerais state search for victms after a wall of rock collapsed on top of motor boats below a waterfall in Capitolio, in Minas Gerais state, Brazil January 8, 2022. Fire Brigade of Minas Gerais/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. MANDATORY CREDIT.
Bombeiros realizam buscas no local do acidente, no Lago de Furnas. Foto: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais/Handout via REUTERS.
  • Fotógrafa de Belo Horizonte teve a ideia após descobrir valor de embarcação

  • Lancha nova pode custar R$ 400 mil

  • Piloto ficou surpreso com inciativa

Uma das sobreviventes da queda do paredão em Capitólio, Minas Gerais, organizou uma “vaquinha” para arrecadar dinheiro para que o piloto da lancha em que estava com a família possa comprar uma nova embarcação.

A fotógrafa de Belo Horizonte Ana Costra, de 49 anos, se solidarizou com o piloto ao descobrir que uma nova lancha custa em torno de R$ 400 mil. Sem a embarcação, Guilherme Rodrigues de Oliveira, de 30 anos, perdeu sua única fonte de renda.

"Ficamos muito preocupados com a situação dele, que ainda não tinha terminado de pagar a lancha e não tinha seguro também. Nós estamos bem e vivos, agora é ajudar. Fiquei pensando como ele ia continuar a vida dele? Foi daí que tivemos a ideia", afirmou Ana ao portal G1.

"O que a gente conseguir arrecadar é lucro, vai ajudar demais ele a se reerguer. Nosso sentimento é de gratidão pela vida, agora é olhar para o próximo", disse a fotógrafa, que teve um dos braços quebrados e escoriações pelo corpo após o acidente.

O piloto disse ao portal que ficou surpreso ao saber da iniciativa da fotógrafa.

"Apesar de estarem se recuperando, eles se sensibilizaram com a minha situação. Fiquei muito surpreso, muito feliz, estou sem acreditar até agora. No mundo de hoje, muita gente não olha pro próximo e eles estão empenhados em me ajudar", disse.

"Para mim já deu tudo certo: o que eu tinha de mais valioso na lancha eram as vidas que foram salvas, os passageiros, o marinheiro. O resto a gente corre atrás, mas estou feliz com tudo o que eles estão fazendo por mim", declarou.

O desabamento de um paredão de pedra no Lago de Furnas deixou dez pessoas mortas e outras 27 feridas no dia 8 de janeiro, segundo o Corpo de Bombeiros.

As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pelo Ministério Público, que avalia a sinalização, mapeamento e fiscalização do local.