Sobrevivente de ataque à escola em Suzano diz que foi poupada

Familiares e amigos durante velório coletivo dos corpos das vítimas do massacre na Escola Estadual Raul Brasil, na Arena Suzano. (Foto: Mauricio Sumiya/Futura Press)

Uma funcionária da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, disse ter sido “poupada” por um dos autores dos ataques, que deixou 10 mortos e 11 feridos, na quarta-feira (13).

As informações são do portal R7.

A servidora, que não quis ser identificada, trabalhava na sala de leitura e, segundo ela, esteve frente a frente com Guilherme Traucci de Monteiro, de 17 anos, que optou por não atirar por ter um “carinho especial” para com ela.

Ele e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, executaram o ataque coordenado.

Ex-aluno da Raul Brasil, Guilherme tinha “problemas psicológicos”, segundo a funcionária. Abalada, ela chorava de forma inconsolável durante o velório coletivo, realizado nesta quinta-feira (14), de 6 das 10 vítimas, na Arena Suzano. A estimativa é que cerca de 10 mil pessoas passaram pelo velório para prestar suas homenagens.

O velório coletivo começou às 7h entre abraços, choros, sussurros e crianças pequenas que acompanham os pais, no ginásio poliesportivo que fica a menos de um quilômetro da escola, palco dos ataques. Alguns familiares chegaram a passar mal, sendo atendidos em ambulâncias.

Leia mais
Polícia identifica adolescente como terceiro suspeito de massacre em Suzano

O ministro da Educação, Ricardo Vélez, o secretário estadual da Educação Rossieli Soares e o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, passaram pelo velório.

Além das duas funcionárias Marilena Ferreira Umezu e Eliana de Oliveira Xavier, foram velados os estudantes Cleiton Antonio Ribeiro, 17; Caio Oliveira, 15; Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16; e Kaio Lucas da Costa Limeira, 15.