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Sobrevivente do Holocausto encontra sobrinho

AP Photo/Sebastian Scheiner

Sobrevivente do Holocausto de 102 anos encontra sobrinho perdido

O sobrevivente do Holocausto Eliahu Pietruszka finalmente conheceu o sobrinho, aos 102 anos. O idoso, que hoje mora em uma casa de repouso, fugiu da Polônia no início da Segunda Guerra Mundial e pensou que toda sua família morrera.

Há poucos dias, no entanto, descobriu que um irmão mais novo também havia sobrevivido e que o filho dele, Alexandre, de 66 anos, estava indo conhecê-lo. As informações são da Associated Press, que foi convidada para presenciar o encontro.

Entre lágrimas, Pietruszka beijou e abraçou o rosto do familiar. O encontro só foi possível graças ao banco de dados on-line do memorial do Holocausto de Yad Vashem, em Israel, ferramenta genealógica que reuniu centenas de parentes há tempos perdidos.

“Me deixa tão feliz ver que pelo menos um remanescente permanece do meu irmão, e esse é o filho dele. Depois de tantos anos, me deram o privilégio de encontrá-lo”, disse Pietruszka, com lágrimas nos olhos.
Ele fugiu de Varsóvia em 1939, com 24 anos, quando a Segunda Guerra Mundial irrompeu, deixando para trás os pais e os irmãos gêmeos Volf e Zelig, nove anos mais novos.

Seus pais e Zelig foram deportados do Gueto de Varsóvia e mortos em um campo de extermínio nazista, mas Volf também conseguiu escapar. Os irmãos conseguiram entrar em contato brevemente antes que Volf fosse enviado pelos russos a um campo de trabalho siberiano, onde Pietruszka assumiu que ele morrera.

Ele se casou na Rússia e, pensando que ele não tinha família, foi para Israel em 1949 para começar uma nova.
Semanas atrás, seu neto, Shakhar Smorodinsky, recebeu um e-mail de um primo no Canadá que estava trabalhando em sua árvore genealógica. Ele disse que descobriu uma página do Yad Vashem de testemunhos preenchidos em 2005 por Volf Pietruszka para seu irmão mais velho, Eliahu, que ele achou ter morrido.

Descobriu que Volf tinha sobrevivido e se instalou em Magnitogorsk, uma cidade industrial nos Montes Urais. Smorodinsky localizou um endereço e descobriu que Volf, que passou a vida como trabalhador da construção civil, morreu em 2011, mas que Alexandre, seu filho único, ainda morava lá. Depois que Smorodinsky organizou um breve bate-papo por Skype, Alexandre decidiu vir ver o tio que ele nunca soube que ele tinha.

Ao se encontrarem, os dois apertaram as mãos firmemente e conversaram em russo enquanto examinavam suas características faciais semelhantes.

“Você é uma cópia do seu pai. Não dormi por duas noites esperando por você”, disse o tio ao sobrinho.