Sobreviventes de ataques a tiros nos EUA pedem proibição de fuzis de assalto

Sobreviventes e familiares de vítimas fatais de ataques a tiros recentes nos Estados Unidos se reuniram nesta quarta-feira (13) em frente ao Capitólio para pedir a proibição de fuzis de assalto utilizados nestes massacres.

"Quero que imaginem meu rosto, o do meu marido, enquanto lemos o atestado de óbito de nossa filha", disse, entre lágrimas, Kimberly Rubio, mãe de Lexi, morta em 24 de maio em uma escola do ensino fundamental em Uvalde (Texas).

No ataque, perpetrado por um jovem armado com um fuzil militar semiautomático, morreram 19 crianças e dois professores.

"Há uma questão que deveria estar em sua mente", disse Rubio sobre os congressistas americanos. "Como seria se o agressor não tivesse acesso a um fuzil de assalto?".

Um vídeo publicado nesta terça-feira mostra o atirador entrando tranquilamente na escola Robb, antes de se dirigir a duas salas e atirar. Nas imagens, policiais permanecem nos corredores durante mais de uma hora até que, finalmente, entram e matam o autor do massacre.

O vídeo indignou os pais das crianças que morreram no ataque.

"Nosso país tem um problema, um grande problema", disse Abby Brosio, que sobreviveu ao ataque a tiros em Highland Park, nos arredores de Chicago, em 4 de julho.

Neste caso, um homem armado com um fuzil semiautomático disparou de um telhado durante um desfile do Dia da Independência. Sete pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas.

Em 1994, o Congresso aprovou uma proibição de 10 anos aos fuzis de assalto e alguns carregadores de alta capacidade. A proibição expirou em 2004 e não foi renovada, o que disparou a venda destas armas deste então.

Após o ataque em Uvalde, o presidente Joe Biden instou os congressistas a voltarem a proibir os fuzis de assalto, ou, ao menos, elevarem a idade mínima de 18 a 21 anos para sua aquisição.

No entanto, os republicanos se negaram a aceitar a proposta de Biden porque consideram que tal restrição vai contra o direito constitucional a portar armas.

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