Sobrinha trans de Roberta Close faz 1ª campanha para marca internacional de maquiagem

Carol Marques
1 / 5

gabgambine

Gabrielle Gambine está estreando sua primeira campanha de beleza

Gabrielle Gambine está estreando sua primeira campanha de beleza para uma marca internacional de cosméticos. A modelo, sobrinha da musa Roberta Close, aparece com outras três colegas em fotos e filmes para anunciar ua nova máscara de cílios. Gabirelle, de 21 anos, transexual, participou da seleção com várias meninas da sua idade e cisgênero. “Minha agencia me contactou e eu curti porque amo maquiagem, já que é algo que me dá oportunidade de ser criativa a realçar detalhes do meu rosto que eu gosto. Sobre a minha transexualidade, eles sabiam”, conta.

A campaha foi gravada e fotografada em novembro do ano passado e começa a se exibida agora. Seguindo os passos da tia, mas construindo o próprio caminho, Gabrielle assinou contrato com uma agência de modelos e foca na carreira também como forma de evidenciar sua luta contra a homofobia: “Eu tenho muito orgulho de ser uma mulher trans, creio que a equipe da marca achou importante ter uma modelo trans para trazer diversidade, representatividade e verdade. Nós, pessoas trans, consumimos esses produtos assim como as pessoas cis”, avalia ela, que lembra que domingo 17, será comemorado o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia: "Não só contra a homofobia mas contra a LGBTfobia. Acho que cada vez mais o mercado de moda e beleza está buscando se atualizar, romper com o padrão, considerando e fortalecendo novas narrativas e visualidades sobre o que é ser homem, mulher, trans e não binário. Nunca se foi tão falado sobre Identidade de Gênero e Sexualidade como tem sido atualmente, estamos em constante TRANSformação. Acho que para continuar contribuindo é fundamental dar à comunidade LGBT oportunidade de trabalhar com equidade e dignidade de vida, nos pagando devidamente sem querer apenas usar nossa imagem em datas e eventos comemorativos, realmente se preocupando com a violência, assédio e precarização do trabalho para a comunidade LGBT, inclusive as pessoas trans e que assim continuem abrindo portas nos mais diversos postos para toda a comunidade e para as próximas gerações, onde caibamos todos".