Sobrinho de Bolsonaro admite que usou arma contra a ex

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Orestes Bolsonaro, sobrinho do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Orestes Bolsonaro, sobrinho do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Orestes Bolsonaro Campos, sobrinho do presidente Jair Bolsonaro (PL), admitiu que estava armado quando invadiu a casa da ex-esposa, mas negou que tenha tentado matá-la. As informações são do colunista Rogério Gentile, do portal Uol.

O caso aconteceu em outubro de 2020, na cidade de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira. Orestinho, como é conhecido, entrou na casa de Valéria Santos Oliveira, onde a mulher estava com o namorado, Valmir de Oliveira Júnior. Ele bateu no homem com um pedaço de maneira e apontou uma arma para Valéria.

Orestes Bolsonaro foi casado com Valéria por 17 anos e tiveram dois filhos. O sobrinho do presidente foi denunciado pelo Ministério Público e a Justiça determinou que ele seja julgado por um júri popular. A data não está definida.

Quando Orestes passou a golpear Valmir com um pedaço de maneira, Valéria tentou segura-lo. Foi, então, que ele sacou uma arma. “O denunciado [Orestes Bolsonaro] sacou o seu revólver e, nesse momento, Valmir entrou em luta corporal com ele, permitindo que Valéria pegasse seu filho de colo e saísse de casa para chamar a polícia”, detalhou o promotor João Otário Ricupero à Justiça, segundo o Uol.

"Durante a briga, Orestes ainda quebrou um copo de vidro na cabeça de Valmir, realizou um disparo de arma de fogo que não atingiu o ofendido por erro de pontaria, bem como mordeu-o no braço, mas Valmir conseguiu se evadir quando o denunciado caiu no chão", descreveu. "O delito somente não se consumou porque a vítima Valmir, mesmo ferida, conseguiu fugir."

A defesa, por outro lado, afirma que Orestes Bolsonaro é “uma pessoa exemplar”. Ele assumiu que estava armado, mas negou que tenha tentado matar Valéria.

Sobre Valmir, Orestes declarou que “não houve uma tentativa de homicídio, mas uma briga”. O advogado de defesa ainda alegou que não houve dolo e Orestes Bolsonaro teria agido em “legitima defesa”.

O sobrinho do presidente declarou que tem autorização para ter arma de fogo e pediu à Justiça para ser absolvido, além da anulação da decisão de ser julgado por um júri popular. Segundo o Uol, o pedido ainda não foi analisado.

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