Sobrinho de Bolsonaro que foi a atos golpistas pede ao STF para não pagar processo

Léo Índio argumenta não ter condições de arcar com as despesas do processo que o investiga

Sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Léo Índio participou dos atos golpistas de 8 de janeiro (Reprodução/Redes sociais)
Sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Léo Índio participou dos atos golpistas de 8 de janeiro (Reprodução/Redes sociais)

O sobrinho de Jair Bolsonaro (PL), Leonardo Rodrigues de Jesus – conhecido como Léo Índio -, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) gratuidade na ação que o investiga por ter incitado e participado dos atos golpistas no Distrito Federal em 8 de janeiro.

Léo Índio afirma não ter "condições de arcar com as despesas decorrentes do presente processo e honorários advocatícios sucumbenciais” e argumenta que os gastos acarretarão em “prejuízo” de seu sustento e de sua família.

Ele pede que a gratuidade abranja “todos os atos do processo”.

A solicitação foi feita nesta terça-feira (24) por meio da advogada Clarice Pereira Pinto. O pedido segue para a análise do ministro Dias Toffoli, do STF.

O processo

Quem é Léo Índio?

  • Primo dos três filhos mais velhos de Bolsonaro (Flávio, Carlos e Eduardo);

  • Disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022 pelo PL, mas não foi eleito;

  • Ao concorrer às eleições, não declarou bens ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral);

  • Em julho de 2022, foi exonerado do cargo de assessor de liderança do PL no Senado, após o UOL revelar que ele não aparecia nos horários de expediente;

  • Vive em Brasília desde 2019, quando trabalhou como assessor do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) - parlamentar flagrado com R$ 30 mil na cueca;

  • Foi assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Carlos Bolsonaro tentou emplacar Léo Índio do Palácio do Planalto, antes dos cargos que o primo teve no Senado. O objetivo era conseguir um posto na Secretaria de Governo da Presidência da República.

O plano, no entanto, falhou, já que Índio foi barrado pelo ministro da pasta na época, general da reserva Alberto Santos Cruz. Auxiliares do ministro pontuaram que Índio não tinha as qualificações necessárias, já que não possuía ensino superior e sua experiência profissional prévia era como vendedor e assessor de Flávio.