Sociedade Amigos da Cinemateca vai gerir a Cinemateca Brasileira pelos próximos cinco anos

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Cinco meses depois do incêndio que atingiu um depósito da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, o governo federal reconheceu a Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC) como Organização Social apta a gerir a instituição pelos próximos cinco anos. Nessa semana, a SAC firmou contrato de gestão com a Secretaria Especial de Cultura.

Em novembro, a Cinemateca já havia retomado parcialmente suas atividades com a recontratação temporária de profissionais da área técnica, que trabalham na apuração de danos causados pelo longo período de fechamento e pelo fogo que destruiu quatro toneladas de documentação de toda a história das instituições responsáveis pela política cinematográfica brasileira de 1966 até o surgimento da Ancine nos anos 90. A reabertura para o público está prevista para os próximos meses.

Um dia depois do incêndio (29/07), foi divulgado o Edital de Chamamento Público para a escolha de uma nova OS para gerir a Cinemateca pelos próximos cinco anos. O Edital destina a quantia de R$ 10 milhões anuais para a Cinemateca e exige que a OS selecionada — Sociedade Amigos da Cinemateca — levante mais 40% dos recursos aportados, perfazendo R$ 4 milhões. Porém, no próprio estudo de publicização elaborado pelo governo federal, está demonstrado que os custos anuais estimados para a Cinemateca, a partir de 2022, serão de R$ 22,500 milhões. Ou seja, mesmo que a OS obtenha a quantia exigida pelo edital, a soma de R$ 14 milhões inviabiliza uma gestão que signifique avanços necessários.

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