A sociedade despertou para sua desigualdade', diz um dos criadores do Bolsa Família

Cássia Almeida
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Foto: Marcos Ramos

Gestor público, estudioso das políticas de ensino básico no Brasil e um dos formuladores do programa Bolsa Família, o economista Ricardo Henriques afirma que, além do auxílio, nenhuma política social foi implementada pelo governo para enfrentar o tamanho da crise.

Para ele, “houve um despertar da sociedade brasileira para sua desigualdade”, o que representa “uma fresta de oportunidade” para fazer mudanças estruturais.

— A sociedade viu de forma cristalina o desesperador que é um contexto onde se nega a ciência, que é o moralismo organizando o campo da política, que é o negacionismo.

Para Henriques, o fato de não ter uma rede de proteção social em 2020 para além do auxílio coloca o país numa situação em 2021, em que todos os efeitos negativos sobre a coesão social podem estar amplificados.

— A gente sabe que o trabalho informal não vai absorver o tamanho de crise como ele tradicionalmente absorvia. Do ponto de vista dos componentes sociais, há muitos sinais de que a situação deve piorar.

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