Solange Couto relembra sucesso de Dona Jura em 'O Clone', diz que hoje convidaria Chico Pinheiro para o bar e desmente problemas financeiros

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U m reencontro com os amigos e bastante cerveja gelada ao som de um pagodinho. É tudo com que muito brasileiro sonha depois do longo isolamento causado pela pandemia. Esse clima de boteco está de volta, pelo menos na ficção, com a reexibição de “O Clone’’, no “Vale a pena ver de novo’’. O bar da Dona Jura foi um dos grandes destaques da trama. E a atriz Solange Couto, que interpretou a dona do lugar, eternizando o bordão “Não é brinquedo, não”, celebra o retorno da obra de Gloria Perez, contando que a personagem é lembrada até hoje:

— Todos os meus seguidores já me avisaram que vão acompanhar tudo de novo para se divertir com a Jura. Mas essa personagem não precisa nem da reprise para continuar sendo lembrada. Como ela, existem centenas de mulheres que também são chefes de suas famílias. As pessoas se enxergaram ali e até hoje se identificam.

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Esbanjando sinceridade e bom humor, Solange conta que, ao contrário do que muitos pensam, ela não é a cópia exata do que se viu na TV pela primeira vez há 20 anos:

— Costumo dizer que Dona Jura não é personagem, é uma entidade! Na época das gravações, eu não dominava aquele ser, ela tinha atitudes próprias que eu, Solange, jamais teria. Sou mais tranquila. Ela chegou a morder o lutador Vitor Belfort, tem noção? Uma loucura! (risos).

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Aos 65 anos, a atriz conta que anda caprichando numa alimentação mais saudável. Mas no bar da novela, nunca faltava uma boa comida de boteco. Que delícia!

— Esses dias fiz o famoso pastel da Jura para minha prima, mas não costumo comer fritura. Também não bebo regularmente, mas de uma cervejinha eu gosto, sim — pondera a artista, que só tem motivos para celebrar esse que foi o trabalho de maior repercussão de sua carreira: — Não tem um dia que eu ande na rua sem ouvir, pelo menos três vezes, “Né brinquedo, não” ou que eu não seja chamada de Dona Jura. Ela ficou grudadinha em mim.

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Entre os momentos mais marcantes da novela estão os encontros com os convidados famosos no bar da Jura, como Pelé, Alcione, Ana Maria Braga e Zeca Pagodinho.

— Foi muito especial a visita do Sargentelli também. Ele passou mal na gravação, de mãos dadas comigo, e acabou falecendo no dia seguinte. Ele dizia que queria partir sentado em um botequim, batendo caixinha de fósforo e cercado de amigos e mulatas. Eu senti que pude proporcionar esse momento que ele desejava. Foi triste, mas isso me confortou — lembra Solange, que foi uma das dançarinas do apresentador na TV, durante a década de 70.

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O sucesso de Dona Jura foi tanto que extrapolou o folhetim. Amante de culinária, a artista lançou o livro “Receitas de Botequim” em 2002, abochando leitores que queriam preparar os quitutes em casa. Atualmente, Solange adianta que já tem um outro livro escrito em mãos, só está em busca de uma editora para publicá-lo. Mas desta vez, o conteúdo é bem diferente. “Minhas entranhas, meus camarins” contará sua trajetória, desde a infância, passando pelo casamento com um homem 30 anos mais novo, a gravidez aos 54 anos e o infarto que sofreu em 2015.

Solange ainda tem produzido conteúdo para as redes sociais e está gravando, já para 2022, um filme para a Netflix e um projeto para o Multishow. Após ter passado cinco meses com a mãe no Retiro dos Artistas, a intérprete de Dona Jura agora está morando com o filho mais novo, Benjamin, de 10 anos, e com o marido, Jamerson Andrade, na zona oeste do Rio de Janeiro.

— Inventaram que eu estava falida e doente, mas fiquei no Retiro só para fazer companhia para minha mãe. Eu também tinha trabalhos a fazer aqui no Rio e ainda não tinha alugado um apartamento — esclarece ela, de bem com a vida.

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“Jojo disse que se fizesse um papel na TV, seria como a Jura. É muito verdadeira e engraçada, não poderia faltar. Já Xuxa e Ivete eu adoro”.

“Chico gosta muito de uma roda de samba. Já a dona Renata me surpreendeu em um pagode do Zeca em Xerém. Então acho que ela também ia curtir”.

*Estagiária sob supervisão de Gabriela Germano

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