Soldado israelense é morto na Cisjordânia antes de visita de Pompeo a Jerusalém

Palestino lança pedra contra soldados israelenses em 8 de maio de 2020 em Kfar Qaddum, Cisjordânia

Um soldado israelense morreu nesta terça-feira (12), após ser atingido por uma pedra lançada por um palestino na Cisjordânia ocupada, na véspera da visita a Jerusalém do secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

O sargento Amit Ben Ygal, de 21 anos, morreu "nesta manhã em uma operação perto do povoado de Yabad, a oeste de Jenin", no norte da Cisjordânia, informou o Exército israelense em comunicado.

O Exército israelense realizou uma série de prisões na área e, quando se retirava, "uma grande pedra foi jogada da periferia da cidade em direção aos militares e atingiu a cabeça do sargento", declarou o porta-voz do Exército, Jonathan Conricus.

Trata-se do primeiro soldado israelense morto em missão até agora este ano, acrescentou o porta-voz.

O soldado "estava usando seu capacete", disse ele.

Segundo uma fonte da segurança palestina, a entrada das forças israelenses no povoado nas primeiras horas da manhã causou confrontos com a população local.

Após a morte do soldado, as forças israelenses patrulhavam o setor para "prender os responsáveis" pelo ataque.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enviou suas condolências à família de Amit Ben Ygal, que "morreu nas mãos de depravados" e prometeu que o Exército prenderia o culpado.

A morte do soldado acontece às vésperas de uma visita a Israel na quarta-feira (13) do chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo. Ele se reunirá com Netanyahu e com o ex-chefe do Exército Beny Gantz antes da posse, na quinta-feira (14), do novo governo de união formado por ambos.

Pompeo disse que suas conversas em Jerusalém incluirão os planos de Netanyahu de anexar grande parte da Cisjordânia ocupada, apesar das advertências dos palestinos de que essa iniciativa aniquilará as perspectivas de uma paz duradoura.

Em janeiro deste ano, o presidente americano, Donald Trump, revelou um plano para o Oriente Médio, no qual deu sinal verde para a anexação por Israel de áreas em torno dos assentamentos judaicos em terras palestinas, o que a comunidade internacional considera ilegal.

Em troca, os palestinos teriam o direito a um Estado independente, mas desmilitarizado, bem como a possibilidade de receber grandes investimentos.

Netanyahu elogiou o plano como uma oportunidade histórica.

Em um acordo de coalizão com Gantz, o novo governo pode decidir avançar com a anexação a partir de julho, mas deve consultar os Estados Unidos, que não fizeram objeções.

O novo governo israelense que assume nesta quinta-feira terá Netanyahu como líder por 18 meses, antes de entregar o poder a Gantz pelo mesmo período.