Soldados americanos expostos a armas químicas no Iraque serão examinados

O secretário da Defesa, Chuck Hagel, é visto em 26 de setembro de 2014

O Exército americano proporá novos exames médicos aos soldados que foram expostos a armas químicas no Iraque, após a invasão de 2003 - informaram porta-vozes do departamento americano da Defesa nesta quinta-feira.

O secretário da Defesa, Chuck Hagel, pediu às Forças Armadas americanas que se assegurem de que as tropas afetadas por armamento químico "estejam recebendo o cuidado e o apoio de que precisam" - disse o porta-voz do departamento, contra-almirante John Kirby.

O anúncio responde a uma reportagem publicada este mês no jornal "The New York Times", segundo a qual pelo menos 17 soldados americanos teriam sido expostos a agentes químicos no Iraque durante a ocupação americana do país, até 2011, e que foram "aconselhados" a manter o assunto em sigilo.

Hagel disse estar "preocupado com as informações" sobre essas supostas ordens, motivo pelo qual denúncias sobre o sigilo serão investigadas. Na nota divulgada nesta quinta-feira, Kirby frisou que o secretário espera "clareza sobre a veracidade dessas afirmações".

Antes da invasão americana ao Iraque, em 2003, o então presidente George W. Bush insistiu em que o regime de Bagdá, comandado por Saddam Hussein, escondia armas de destruição em massa.

Embora as forças americanas nunca tenham encontrado provas de um programa ativo, teriam descoberto restos de um arsenal químico antigo, segundo o artigo do NYT. Citando oficiais, veteranos de guerra e documentos do governo, o jornal afirma que, em geral, os militares não estavam treinados, nem equipados para lidar com esse material.

Ainda de acordo com o NYT, os militares americanos descobriram cinco mil ogivas e bombas com agentes químicos, mas tudo foi mantido em segredo.