Como funciona a somatização e porque a sua mente tem deixado você doente

Marcela De Mingo
·4 minuto de leitura
Mixed-race 30s woman touching massaging neck to relieve severe ache suffers from strong pain after long time using of laptop without break, incorrect posture or inactive sedentary lifestyle concept
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Você já ouviu falar em somatização, certo? Pois é, muita gente acredita que corpo e mente são coisas separadas, mas, na verdade, os dois são absolutamente relacionados. Tanto que, quando a mente não vai bem, é comum termos efeitos no físico - pense em dores de cabeça, gastrite e até insônia. Como você deve ter deduzido, o nome disso é somatização e acontece com muito mais frequência do que se imagina.

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Considerando o período da história que vivemos - pandemia de coronavírus, questões políticas e econômicas sérias e até mesmo uma revolução social -, é fácil pensar que a somatização está em nível máximo.

Essa somatização pode acontecer de muitas maneiras e como o resultado de muitos fatores. Para alguém que perdeu um ente querido, por exemplo, a falta de apetite e de sono podem ser um resultado do luto. A imunidade baixa, com resfriados, gripes e outras questões físicas que se acumulam podem traduzir um período de grande estresse que alguém passa no trabalho. A perda de peso desenfreada, mudança dos padrões de fome (para mais ou para menos) e as dores de cabeça podem também ser resultado de uma preocupação com algo que ainda vai acontecer.

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Ou seja, basicamente a somatização acontece quando a sua mente se vê transtornada a ponto de enviar sinais físicos para informar que algo não está bem. O problema aparece, mesmo, quando ignoramos esses sinais, e essas questões do corpo podem se tornar mais graves, exigindo, inclusive, um tratamento mais efetivo. Alguns dos sintomas clássicos de somatização são:

  • Dores de cabeça e enxaquecas;

  • Resfriados frequentes;

  • Imunidade baixa;

  • Alergias;

  • Dores no corpo, principalmente no pescoço e costas.

É claro que cada um desses sintomas pode ter uma série de causas fora a somatização. Entra aí a importância da recomendação da consteladora e terapeuta Alessandra Pais que, em conversa com o Yahoo Vida e Estilo pelo Instagram, explica o papel da auto-observação.

Segundo ela, é importante que as pessoas desenvolvam um olhar mais atento aos sintomas que o corpo apresenta e começar a questionar a sua origem. Uma coriza pode ser apenas um reflexo da mudança brusca de tempo, mas um resfriado que insiste em ficar pode ter como base uma questão emocional - por exemplo, a pessoa que anda trabalhando demais e não tem se cuidado da forma mais adequada, fazendo refeições pouco nutritivas, dormindo pouco (e mal) e não se exercitando.

Como identificar a somatização?

O primeiro passo, segundo Alessandra, é ter uma visão do contexto em que você se encontra. Se você sente dores nas costas e no pescoço, por exemplo, preste atenção em como você está sentado na cadeira frente ao computador, o que está, de fato, acontecendo naquele momento e a quantas anda o seu nível de preocupação.

Isso vale para qualquer situação em que o corpo começa a demonstrar sinais de que não está 100%. Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde determina que uma pessoa saudável não significa apenas que ela está livre de doenças, mas que ela possui bem-estar psíquico, biológico e social. Traduzindo: a pessoa que somatiza, em algum nível, não está totalmente saudável.

É sempre importante buscar ajuda médica em casos de sintomas que persistem - uma dor de estômago que não passa pode ser uma gastrite mais séria em formação, por exemplo - e isso vai além dos médicos do corpo. Procurar profissionais de saúde mental para garantir o bem-estar da mente, e que pode ser a responsável por esses sintomas físicos, não só é recomendado como importante. Dessa forma, a pessoa que somatiza adquire mais ferramentas para lidar com períodos de grande estresse e evitar novas somatizações.

Como não somatizar?

Entra aí o pulo do gato. De acordo com a terapeuta, o truque para evitar somatizações é manter uma vida saudável. Isso significa tanto contar com uma rotina com hábitos saudáveis, como alimentação adequada e limites de horário, que determinam o tempo de trabalho e o tempo de descanso. Além disso, fazer exercícios físicos se torna essencial, aqui, para ajudar tanto na liberação do estresse acumulado como na manutenção do bem-estar como um todo.

Apostar na auto-observação também faz parte desse processo, de forma a adquirir mais consciência sobre o que se sente, como se cuida e os efeitos que isso tudo tem no corpo.

Para saber mais, assista a live completa abaixo: