‘Sommelier de vacina’: apenas 1 em cada 10 brasileiros deixaria de se vacinar por conta da marca

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A health worker prepares a dose of Sinopharm vaccine against the Covid-19 coronavirus at a vaccination camp held in Colombo on July 30, 2021. (Photo by ISHARA S. KODIKARA / AFP) (Photo by ISHARA S. KODIKARA/AFP via Getty Images)
Foto: ISHARA S. KODIKARA/AFP via Getty Images
  • Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria compara percepção da pandemia

  • 75% dos entrevistados não têm fabricante de preferência

  • Para 72%, a pandemia deve melhorar

Em meio a aprovação de leis contra “sommeliers de vacina” em várias cidades, uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que só 9% dos brasileiros deixariam de se vacinar por conta da marca do imunizante. O estudo foi realizado em parceria com o Instituto FSB Pesquisa.

O “sommelier de vacina” é aquela pessoa que deixa de tomar a vacina por conta da marca do imunizante. O levantamento mostrou que 75% dos brasileiros não têm um fabricante de preferência, contra 23% que afirmam ter. Mesmo assim, 9 em cada 10 pessoas não deixaria de receber a dose por conta da farmacêutica.

Entre aqueles que disseram ter alguma preferência, 19% disse que isso não impediria eles de receber qualquer vacina disponível no posto na sua vez de vacinar. Só 4% afirmou que não tomaria a vacina caso não encontrasse a marca preferida.

"O fato de o brasileiro aceitar tomar a vacina disponível nos deixa menos apreensivos, não só pela proteção individual, mas pelo benefício para toda a sociedade", afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

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“Sabemos que a vacinação em massa é fundamental para a retomada econômica. E, quando falo em retomada, falo principalmente em mais empregos, mais renda e mais qualidade de vida para a população”, completou.

A pesquisa foi aplicada entre 12 e 15 de julho, nos 26 estados e no Distrito Federal, e ouviu, via telefone, 2 mil pessoas com mais de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Para lidar com as pessoas que se recusavam a receber a vacina na hora da aplicação - incentivadas principalmente por uma onda de fake news sobre a imunização -, muitas prefeituras aprovaram leis que obrigam esse grupo a assinar um termo de responsabilidade e ir para o fim da fila de vacinação.

Outro tema observado na pesquisa é a percepção da pandemia pela população. A maioria acredita que o ritmo da vacinação aumento entre abril e julho, mas 62% ainda acredita que está lento, contra 83% que pensavam o mesmo em abril. Já 28% acredita que a vacinação está rápida. Em abril, essa taxa era de 11%.

Atualmente, 46% da população brasileira recebeu ao mesmo uma dose, mas apenas 20% está com a imunização completa. Especialistas recomendam que a taxa de vacinação completa deve chegar a 70% para se considerar uma imunização coletiva.

O avanço da vacinação mudou a percepção da pandemia no país. Hoje, 72% consideram a pandemia grave, contra 89% em abril. Em julho, 47% afirmou ter muito medo da Covid-19. Em abril, 56% responderam da mesma forma.

Por fim, cerca de 70% dos entrevistados disse acreditar que a pandemia irá melhorar a partir de agora. Ao mesmo tempo, 18% acredita que número de casos e mortes devem voltar a subir.

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