'Sommeliers': cariocas não podem mais escolher fabricante da vacina a partir de amanhã

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RIO - A Prefeitura do Rio confirmou que a estratégia de permitir aos cariocas escolher a vacina contra a Covid-19 que desejavam tomar, utilizada no sábado (25), durante a repescagem, não se repetirá na segunda-feira. A partir de amanhã, quem comparecer a um posto de vacinação para receber sua primeira dose será inoculado com o imunizante disponível no local.

O secretáriode Saúde, Daniel Soranz, admite que pode haver uma correlação entre a escolha da vacina e o recorde de aplicações de ontem: ao todo, foram distribuídas 123.352 doses, sendo 53.306 primeiras doses, 57.734 segundas, e 12.312 doses únicas. Ele ressalta, no entanto, a segurança tanto da CoronaVac, como da Oxford/AstraZeneca:

— Algumas pessoas, por fake news e inverdades sobre a vacina, têm interesse em escolher a vacina, embora todas sejam seguras. Esse foi o único sábado em que excepcionalmente isso pôde acontecer — explica.

Mas Soranz também relaciona o alto comparecimento de sábado às medidas restritivas do chamado passaporte da vacina, que impede a entrada de pessoas não imunizadas em locais coletivos, como cinemas, museus e pontos turísticos.

— O motivo pelo qual as pessoas estão procurando se vacinar atrasadas para a gente, da secretaria, não importa tanto. O que importa é que as pessoas venham se vacinar — diz.

Já o prefeito Eduardo Paes (PSD) tem esperança de conseguir flexibilizar até mesmo o uso obrigatório de máscaras já em novembro:

— Tomara que consigamos sim implementar essas medidas, vai depender da secretaria de Saúde. Se puder ser no dia 14, que é o dia do meu aniversário, vai ser melhor ainda. Ontem (25), com a liberação para escolha da marca da vacina, batemos recorde de aplicações. Também é importante agora tratar um pouquinho daqueles que têm os seus delírios. Queremos salvar a vida de todos, inclusive dos que não acreditam na vacina.

A intenção anunciada pelo alcaide de diminuir o intervalo de aplicação do imunizante Cominarty, fabricado pela Pfizer/BioNTech, para pessoas com mais de 40 anos, no entanto, depende do envio de doses pelo Ministério da Saúde. Atualmente, a única faixa etária a receber as duas injeções com diferença de 21 dias é a acima dos 50 anos.

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