'Somos irmãos', diz Bolsonaro em cidade com maior comunidade ucraniana do Brasil

Apesar de defender o fim do conflito da Rússia em comício realizado na cidade com a maior comunidade ucraniana no Brasil, Bolsonaro disse no início do ano que iria se manter neutro diante da guerra. (Foto: MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)
Apesar de defender o fim do conflito da Rússia em comício realizado na cidade com a maior comunidade ucraniana no Brasil, Bolsonaro disse no início do ano que iria se manter neutro diante da guerra. (Foto: MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)

O presidente da República Jair Bolsonaro (PL) fez um comício, nesta sexta-feira (16) em Prudentópolis, cidade paranaense com maior comunidade de descendentes de ucranianos no País.

No discurso, o governante defendeu o fim do conflito entre Rússia e Ucrânia e disse “torcer pela paz”.

"Vocês, em grande parte, têm um país de origem. Um país pacífico, um país também produtor rural, que na bandeira de lá integra as mesmas cores da bandeira daqui. Somos irmãos, queremos o bem um do outro. Torcemos pela paz e o Brasil tudo fará, como vem fazendo, para que essa paz seja alcançada", disse Bolsonaro.

Contudo, em fevereiro deste ano, o mandatário visitou o presidente da Rússia Vladimir Putin, dias antes do início do conflito. Quando o líder russo autorizou a invasão ao território vizinho, Bolsonaro disse que o Brasil adotaria a neutralidade sobre o assunto.

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Na época, o presidente da República brasileira alegou não querer "trazer as consequências do embate” para o Brasil, que ele disse depender dos fertilizantes russos.

“Fomos à Rússia, conversei com o presidente Putin sob a crítica de 99,9% da imprensa brasileira, sob a crítica de outros países. Mas eu sou presidente do Brasil. Quero paz, não quero guerra em lugar nenhum do mundo, faço o possível por isso, mas não posso trazer um problema lá de fora para o nosso colo, sem poder solucioná-lo. Ficaríamos com dois problemas, fizemos a nossa parte, o presidente Putin me atendeu muito bem, três horas de conversa”, declarou Bolsonaro em julho deste ano, durante o evento Global Agribusiness Forum 2022, em São Paulo.

Na época, o governante foi criticado pela visita a Putin e por se negar a condenar a invasão.