Sophia Loren lamenta morte de Gina Lollobrigida, com quem cultivou rivalidade: 'Triste e chocada'

A atriz Sophia Loren lamentou a morte da colega Gina Lollobrigida, em declaração à agência de notícias italiana Ansa. "Estou muito chocada e profundamente triste (com a notícia)", ela afirmou, ressaltando que não se sente preparada para falar mais nada, justamente por estar "incrédula" diante do fato.

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Sophia e Gina são atrizes contemporâneas, ambas italianas, e ganharam fama por meio do cinema, no mesmo período, na década de 1950. Musas do neorrealismo italiano alçadas a símbolos sexuais e estrelas de Hollywood sobretudo entre os anos 1950 e 1960, a duas cultivaram certa rivalidade ao longo de suas carreiras. A suposta tensão entre a dupla acabou sendo motivo de curiosidade dos fãs e alimentou o noticiário de celebridades e o colunismo social por um longo tempo.

Gina chegou a comentar, em certa ocasião, que a tal rivalidade havia sido fabricada por assessores de Sophia Loren com o intuito de impulsionar a carreira da colega. Na mesma entrevista, ela afirmou que Loren era capaz de interpretar uma camponesa, mas jamais uma lady.

"Fiz sucesso graças apenas a mim, sem o auxílio de qualquer produtor. Fiz tudo sozinha", ressaltou Lollobrigida, ao ser instigada para discorrer sobre o tema, fazendo referência ao fato de que Loren era casada com um produtor cinematográfico, o italiano Carlo Ponti. "Nunca houve rivalidade com ninguém. Eu que era a número 1", afirmou Gina, há cinco anos, quando completou 90 anos.

No início da carreira, logo após a Segunda Guerra Mundial — quando os concursos de beleza ressurgiram com força na Itália e a indústria do audiovisual passou a buscar tipos como "maggiorate fisiche" (ou físico bem torneado) —, Loren declarou que seus seios eram mais fartos que os da colega Loren. Há quem diga que a rivalidade tenha surgido daí.

Ao lado de Loren, Gina era uma das últimas remanescentes da era de ouro de Hollywood. A atriz foi dirigida por nomes como Vittorio De Sica, Mario Monicelli e Pietro Germi e esteve em filmes como "O diabo riu por último" (1953), em que contracenou com Humphrey Bogart, "O corcunda de Notre Dame" (1956), "Quando setembro vier" (1961), "Mar louco" (1963) e "Noites de amor, dias de confusão" (1968). Em "Quando explodem as paixões" (1959), atuou ao lado de Frank Sinatra. Gina entrou para a calçada da fama, em Hollywood, em 2018.