Sororidade, gaslighting, mansplaining: o que significam?

Existem algumas palavras que estão sendo difundidas pelo movimento feminista e que falam diretamente a respeito de coisas que acontecem no cotidiano de uma mulher, mas que, geralmente, são pouco notadas.

Selecionamos algumas delas para poder explicar o que cada uma quer dizer. Assim, todos poderão entender mais um pouco sobre elas e fazer o uso correto dos termos quando for necessário

Primeiramente, é necessário entender o que significa o feminismo em si. Muitas pessoas ainda confundem o movimento com algo que pertence apenas a uma corrente política ou com uma ideia de que as mulheres querem “dominar” os homens. Porém, essa percepção está equivocada.

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Feminismo é um movimento político e social que tem uma filosofia de igualdade de direitos entre homens e mulheres. Uma das pensadoras mais famosas do termo é a escritora francesa Simone de Beauvoir.

Ela mostrou que a “hierarquização dos sexos” não dizia respeito a uma questão biológica, mas a uma construção social que foi sempre baseada em uma ideia patriarcal (de que o homem manda e merece respeito e adoração inquestionável à figura masculina).

Isso explicado, vamos às palavras que são comuns no movimento feminista. Elas estão sendo muito usadas, mas você sabe o que cada uma quer dizer e como colocá-las no seu vocabulário da forma correta?

Sororidade

A sororidade vem da ideia de perceber todas as mulheres como irmãs em potencial. A origem do termo vem do latim “sóror”, que significa “irmãs”. Ou seja, pode ser considerada uma versão para mulheres do termo “fraternidade”.

A sociedade machista incutiu na cabeça das mulheres, durante muitos anos, que elas são inimigas, o que gerou uma competitividade feminina que ninguém sabe de onde surgiu exatamente.

Sendo assim, a sororidade propõe uma aliança entre mulheres, que é baseada na empatia (capacidade de se colocar no lugar da outra) e companheirismo. Sendo assim, a sororidade propõe que as mulheres não se julguem entre si sem nem ao menos se conhecerem.

Mansplaining

A palavra vem da junção dos termos man (homem) e explain (explicar), em inglês, e diz respeito àquela situação que toda mulher já passou uma vez na vida: quando um homem tenta te explicar algo que você já sabe.

O termo vem para explicar quando um homem assume que uma mulher não entende um determinado assunto sem nem ao menos a questionar sobre seu conhecimento do tema discutido.

Essa explicação masculina vem, geralmente, sem que a mulher tenha pedido para que ele a explique o assunto e, muitas vezes, estão relacionados a temas muito óbvios e que a maioria das pessoas tem conhecimento. Sendo assim, o homem está subjetivamente questionando a inteligência de uma mulher quando pratica o mansplaining.

Manterrupting

O termo diz respeito às situações em que a mulher está falando algo e é interrompida por um homem sem que ela consiga concluir a sua ideia. A palavra surgiu da junção das palavras man (homem) e interrupting (interrupção), em inglês.

Várias mulheres já passaram por isso, principalmente no ambiente corporativo. Muitas delas se deparam com homens que interrompem suas ideias durante uma reunião, por exemplo, mas que não fazem o mesmo com outros homens.

Gaslighting

O termo é usado para explicar situações em que a saúde mental da mulher é questionada por um homem, a ponto de a própria mulher duvidar de sua sanidade e da sua capacidade de fazer as coisas sozinha.

Por ouvir várias vezes as frases “você está louca”, “você está exagerando” ou “isso é coisa da sua cabeça”, a mulher começa a passar a achar que ela é a errada em todas as situações. O ato é considerado um tipo de violência emocional que acontece com uma manipulação do psicológico da mulher.

A palavra surgiu depois da peça Gas Light. Nela, o personagem de um homem manipulava a mulher dele de uma forma mental. Ele diminuía a intensidade das luzes da casa para que ela começasse a duvidar da sua sanidade mental.

Bropritiating

Esse tipo de situação também acontece muito no ambiente de trabalho: uma mulher dá uma ideia ou faz uma observação e ninguém dá atenção para ela, mas, logo em seguida, um homem diz exatamente a mesma coisa e é creditado como um gênio pelos presentes.

Mesmo sendo mais comum no ambiente de trabalho, isso também pode acontecer em relacionamentos pessoais. O termo nasceu da junção das palavras brother (irmão) e appropriating (apropriação), em inglês.