'Sou ministro da Saúde e não um censor do presidente da República', diz ministro da Saúde

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***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 01.06.2021 - O presidente Jair Bolsonaro participa juntamente com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de cerimônia de assinatura do contrato de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a vacina contra a Covid-19. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 01.06.2021 - O presidente Jair Bolsonaro participa juntamente com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de cerimônia de assinatura do contrato de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a vacina contra a Covid-19. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em depoimento à CPI da Covid, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assim como havia acontecido em sua primeira oitiva, evitou comentar a postura pessoal do presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia, promovendo aglomerações e não usando máscaras.

"O presidente da República não conversou comigo sobre a atitude dele. Sou ministro da Saúde e não um censor do presidente da República", afirmou.

"Não me compete julgar os atos do presidente da República".

Posteriormente, o ministro caiu em contradição e afirmou que já conversou com o presidente sobre sua postura pessoal.

"Quando está comigo, na grande maioria das vezes ele usa máscara", afirmou Queiroga, que repetiu a expressão mais frequente em sua primeira oitiva, de que não faria "juízo de valor".

O ministro deu as declarações após assistir a um vídeo de Bolsonaro promovendo aglomerações.

AÇÃO NO SUPREMO

Em depoimento à CPI da Covid, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que não foi consultado pelo presidente Jair Bolsonaro sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade ingressada no Supremo Tribunal Federal contra os decretos de governadores estaduais que estabelecem toque de recolher e restrições ao funcionamento do comércio.

O relator Renan Calheiros (MDB-AL) então questionou se ele não deveria opinar sobre uma medida como essa, que diz respeito à política de saúde pública. Queiroga apenas respondeu que não é sua função opinar sobre Ação Direta de Inconstitucionalidade.

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