'Sou não binária e posso me apaixonar por mulheres', diz Bárbara Paz

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Em maio, a atriz e cineasta Bárbara Paz virou manchete em todos os sites de celebridade ao declarar que se reconhece como pessoa não binária. Em duas horas de conversa, Bárbara falou sobre esse assunto, a morte precoce dos pais, a saudade de Hector Babenco e a vontade de ser mãe, com um parceiro de qualquer gênero.

O GLOBO: Recentemente, você declarou ser uma pessoa não binária. Pode explicar melhor?

Não foi uma revelação e, sim, uma constatação. Sempre fui uma mulher masculina na minha expressão, na maneira como me mostro à sociedade, uma mistura de gêneros. Também sempre me senti parte da comunidade LGBTQIAP+ e nunca segui padrões heteronormativos. Conversando com um amigo sobre isso, descobri a palavra não binário, e disse: “Acho que me encaixo aí”.

Já se apaixonou por uma mulher?

Não, sempre por homens. Gosto e me apaixono por pessoas e estou aberta para o mundo. Aliás, estou livre e louca para voar. O universo está me esperando.

Em 2019, você publicou um post descrevendo o acidente que sofreu aos 17 anos no dia de Natal. O tempo atenuou esse trauma?

Somos as nossas cicatrizes. Tenho muitas, externamente e internamente, e tudo bem, a vida me deu isso. Acho o Natal uma data muito triste, não só pelo acidente, mas também por nunca ter tido os brinquedos com os quais sonhava na infância. O Natal é para poucos, principalmente no Brasil. De um tempo para cá, decidi passar essa data comigo. Em 2015, subi a Rocinha, com uma câmera na mão e uma champanhe na outra, para dar início a um documentário. Fiz amizade com um mototaxista e passei a noite na casa dele e na de outras três famílias. Ainda vou terminar esse filme.

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