'Sou a pessoa menos radical que existe', diz Bia Kicis, candidata a presidir CCJ da Câmara

Julia Lindner e Bruno Góes
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Cleia Viana/Câmara dos Deputado

BRASÍLIA — Presente a quase todos os atos antidemocráticos ocorridos em Brasília em 2020, a deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) disse nesta quarta-feira, em entrevista ao GLOBO, que "nunca" defendeu intervenção militar. No centro de uma disputa política provocada pela candidatura à presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ela mudou de postura. Agora afirma ter um perfil de "diálogo, pacificação e mediação". A possibilidade de que ela assuma o colegiado, o mais importante da Casa, gerou críticas inclusive entre parlamentares.

Com a necessidade de convencer os pares de que não é radical, afirma que nunca concordou com o fechamento do Congresso ou do Supremo Tribunal Federal (STF), algumas das reivindicações das manifestações em que estava presente. Ela é investigada no inquérito das fake news e dos atos antidemocráticos. A deputada tem postura negacionista na pandemia e é crítica do uso de máscaras para proteção.