Southwest Airlines não voará com Boeing 737 MAX até janeiro de 2020

(Arquivo) A Southwest Airlines disse que a crise do MAX custou a ela 175 milhões de dólares no segundo trimestre

A companhia aérea americana Southwest anunciou nesta quinta-feira que manterá seus Boeing 737 MAX no solo até janeiro de 2020, estimando que pode levar mais dois meses para retomar os voos depois que os reguladores derem sua aprovação ao modelo de aparelho.

O anúncio significa que a Southwest será a primeira grande companhia aérea dos Estados Unidos que se recusa a retomar os voos dos modelos MAX em 2019, após a proibição mundial em março, causada por dois acidentes fatais.

A empresa disse que a crise do MAX custou a ela 175 milhões de dólares no segundo trimestre.

O diretor-executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, afirmou nesta quarta-feira que a empresa pode parar "temporariamente" de fabricar seu modelo 737 MAX caso a ordem de manter o aparelho sem voar seja ampliada.

"Se nossa estimativa de retorno ao serviço (do 737 MAX) for modificada, poderemos ver reduções no ritmo de produção e outras opções, incluindo a interrupção temporária da produção", disse Muilenburg em uma teleconferência.

A Boeing informou na semana passada que planeja levantar a proibição de voo dos modelos MAX, que está em vigor há quatro meses, após dois acidentes que deixaram 346 pessoas mortas.

Contudo, na quarta-feira, ele adotou um tom mais cauteloso e reconheceu que esta decisão está nas mãos das autoridades reguladoras.

A fabricante americana também anunciou um prejuízo líquido de US$ 2,94 bilhões no segundo trimestre devido a problemas com seu 737 MAX, o maior prejuízo trimestral registrado pela gigante do setor.