SP começará terceira dose antes do Brasil, em 6/9, para pessoas 60+

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A man receives a dose of COVID-19 vaccine at Paulista Avenue in Sao Paulo, Brazil on July 25, 2021. Brazil has registered 476 more COVID-19 deaths in the past 24 hours, raising its national death toll to 549,924, the health ministry said on Sunday. Meanwhile, the total caseload rose to 19,688,663 after 18,129 new cases were detected, the ministry said. (Photo by Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images)
Pessoas com mais de 60 anos poderão receber a terceira dose da vacina a partir de 6 de setembro (Foto: Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images)
  • Governo de SP vai começar a dar terceira dose da vacina contra a covid-19 para população com mais de 60 anos em 6 de setembro

  • Idosos receberão terceira dose independentemente de qual vacina tenham tomado nas primeiras

  • Governo federal anunciou início da aplicação da terceira dose para 15 de setembro

A partir do dia 6 de setembro, o estado de São Paulo vai começar a aplicar a terceira dose da vacina contra a covid-19 em pessoas com mais de 60 anos. No total, 900 mil paulistas estão contemplados. O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB) nesta quarta-feira (25). 

A vacinação será feita de forma escalonada, começando pelas pessoas mais idosas, sempre após 6 meses da segunda dose. "É a partir do sexto mês que começa a ter uma queda de imunidade", explicou João Gabbardo, do Comitê Científico do estado.

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Em relação à vacina utilizada, será usado o imunizante que estiver disponível. Segundo Doria, haverá uma segunda carteira de vacinação adicional para quem receber essa dose. 

Quem receber a terceira dose em São Paulo terá um cartão de vacinação adicional (Foto: Reprodução/TV Cultura)
Quem receber a terceira dose em São Paulo terá um cartão de vacinação adicional (Foto: Reprodução/TV Cultura)

O calendário deverá ser definido em uma reunião feita pelas autoridades sanitárias do estado, que acontecerá na próxima quinta-feira (26). 

A principal preocupação do estado é com a variante Delta. No dia 15 de setembro, a aplicação da segunda dose começará em todo o Brasil

"Nossos indicadores continuam melhorando, são indicadores positivos. Temos colocado reiteradamente que, mesmo com a aparição e a intensificação da variante Delta, não tivemos uma piora. O que sabemos, com base em outros países, é que o enfrentamento dessa variante é mais efetivo quando as pessoas já estão com a segunda dose. O Comitê Científico entende que é importante diminuir o período entre primeira e segunda dose, para isso, foi encaminhado ao Ministério da Saúde essa solicitação para alteração desse prazo para a segunda dose, e também a questão da imunização - uma dose de reforço - para a população das faixas etárias dos idosos. Lembro que isso está sendo feito no mundo todo, independente da vacina que foi utilizada para as primeiras doses", explicou João Gabbardo, coordenador-executivo do Comitê Científico do estado. 

A medida de aplicação da dose de reforço para idosos vale para pessoas imunizadas com qualquer vacina. "A vacina que foi disponibilizada primeiro e atendeu a população de mais risco foi a CoronaVac. Se considerarmos todas as pessoas acima de 60 anos, a maioria utilizou a CoronaVac como primeiro e segunda dose. Em outros países, isso foi feito com outras vacinas e também foi recomendada a dose de reforço", afirmou Gabbardo. 

O secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, reforço que idosos tendem a desenvolver menos anticorpos a partir da aplicação de vacinas, seja qual for o fabricante. 

"Também estamos atentos e definindo as estratégias para os imunossuprimidos. Nos próximos dias, traremos essa informação", esclareceu Gorinchteyn. 

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