SP decreta quarentena por coronavírus; número de mortos no Estado sobe para 15

(Reuters) - O governador de São Paulo, João Doria, anunciou neste sábado uma quarentena no Estado por 15 dias a partir de terça-feira, com fechamento obrigatório de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços não essenciais, como medida para reduzir a disseminação do coronavírus, que já deixou 15 mortos no Estado.

"A partir da próxima terça-feira, dia 24 de março, nós decretamos quarentena aos 645 municípios do Estado de São Paulo", disse Doria em entrevista coletiva.

"Isso implica na determinação, entendam por determinação obrigação, do fechamento de todo o comércio e serviços não essenciais à população em todo o Estado", acrescentou o governador, ressaltando que a medida poderá ser renovada, estendida ou suprimida.

A quarentena se segue a decreto de calamidade no Estado anunciado na véspera pelo governador com o objetivo de acelerar os ritos de compras de insumos para enfrentar o surto de coronavírus no Estado, que registra o maior número de casos e de mortes no Brasil em decorrência do Covid-19.

De acordo com o secretário de Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, até as 18h de sexta-feira, eram 396 casos confirmados de Covid-19 no Estado, com 15 mortos e 34 pacientes em terapia intensiva. Outros 9.000 casos são considerados suspeitos.

Com a quarentena, bares, cafés e restaurantes de São Paulo deverão fechar as portas a partir de terça-feira até 7 de abril -- podendo funcionar apenas através de serviços de entrega.

Serviços essenciais nas áreas de saúde pública, saúde privada, alimentação, abastecimento, segurança e limpeza deverão seguir funcionando. Assim, seguirão abertos hospitais, clínicas, supermercados, padarias (sem serviços de alimentação pronta) e açougues, de acordo com o governador.

As indústrias não estão incluídas nas medidas restritivas, disse Doria, ressaltando a importância de continuarem funcionando durante o período para evitar desabastecimento no Estado e no país, com os devidos cuidados para evitar a transmissão do vírus entre funcionários.

Bancos e lotéricas também continuarão abertos, afirmou.


(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)